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Academia Sergipana de Letras
A Academia Sergipana de Letras é a instituição literária sergipana
que tem por finalidade o cultivo e o desenvolvimento das letras em
geral e colaborar na elevação das artes e da cultura do Brasil e, de
modo particular em Sergipe.
Foi criada segundo o modelo da Academia Brasileira de Letras, por
iniciativa do poeta Antônio Garcia Rosa e de outros intelectuais
sergipanos, destacando-se, entre eles, José de Magalhães Carneiro,
Cleomenes Campos, José Augusto da Rocha Lima, Rubens Figueiredo,
Monsenhor Carlos Costa, Clodomir Silva e Manuelito Campos.
A Academia tem uma história toda especial, pois sucedeu à Hora
Literária, instituição recreativa, fundada em 1º de abril de 1919,
depois transformada em sociedade literária de caráter acadêmico
autônoma, por decisão da Assembléia Geral de 17 de julho de 1927.
A Hora Literária tinha como objetivos a promoção do estudo; o
envolvimento intelectual do cidadão e a difusão do pensamento.
Cumpria, a Hora Literária, as suas metas, quando o movimento em prol
da fundação da Academia consolidou-se, principalmente a partir de 13
de abril de 1929, quando deliberou-se que para a composição do
quadro acadêmico, ficariam mantidos os acadêmicos que pertenciam à
Hora Literária.
Assim, a 1º de junho de 1929, a Hora Literária convertia-se na
Academia Sergipana de Letras, dando grande brilho às letras
sergipanas. Seu primitivo estatuto criou 16 cadeiras para os seus
sócios acadêmicos, todas patrocinadas por sergipanos ilustres, já,
falecidos, na seguinte ordem: Tobias Barreto, Silvio Romero, Fausto
Cardoso, Bitencourt Sampaio, Ivo do Prado, Gumercindo Bessa, Curvelo
de Mendonça, Felisbelo Freire, Maximino Maciel, Lapa Pinto, Maria
Perdigão, Severiano Cardoso, Frei Luiz de Santa Cecilia, Horácio
Hora, Armindo Guaraná e Pedro de Calazans.
Segundo o mesmo estatuto, para ocupá-las foram considerados sócios
acadêmicos, com posse de todos os direitos inerentes à dignidade do
cargo e das funções, os poetas Antônio Garcia Rosa, Cleomenes
Campos, Etelvina Siqueira e Hermes Fontes; escritores José de
Magalhães Carneiro, Ranulfo Prata, Manuelito Campos, Rubens de
Figueiredo, Clodomir Silva e Gilberto Amado; filológo e orador José
Augusto da Rocha Lima; oradores D. Antônio Cabral e Monsenhor Carlos
Costa; pedagogos Manuel Santos Melo e Helvécio Andrade.
Posteriormente, foram integrados os 24 membros restantes, a exemplo
da Academia Brasileira de Letras, constituindo, dessa maneira, o
corpo dos 40 imortais. A Academia passou a adotar, como logomarca,
uma coroa de louros, formada de dois ramos, presos por um laço de
fita, tendo ao centro o mapa de Sergipe, dentro do qual consta a
divisa: "Dare lumina terris" (Dar luz a terra), - tudo encimado por
uma estrela pentagonal.
Em 1931, o Sodalício estava composto de 40 membros efetivos e de 20
correspondentes. Como patronos das cadeiras criadas, estabeleceu-se
a seguinte ordem: Tobias Barreto, Silvio Romero, Fausto Cardoso,
Bitencourt Sampaio, Ivo do Prado, Gumercindo Bessa, Curvelo de
Mendonça, Felisbelo Freire, Maximino Maciel, Lapa Pinto, Lima
Junior, Severiano Cardoso, Frei Santa Cecília, Horácio Hora, Armindo
Guaraná, Ascendino Reis, Pedro de Calazans, Vigário Barroso, Pereira
Barreto, Coelho e Campos, Caldas Júnior, Martinho Garcez, Ciro
Azevedo, Pedro Moreira, Dias de Barros, Monsenhor Fernandes da
Silveira, Manuel Luiz, Conselheiro Orlando, Jackson Figueiredo, José
Jorge de Siqueira, José Maria Gomes de Souza, Oliveira Ribeiro,
Guilherme Rebelo, Joaquim Fontes, Conselheiro Aranha Dantas,
Baltazar Gois e Brício Cardoso.
Nos anais do Cenáculo, figuram como primeiros ocupantes das
cadeiras, renomados homens de letras, a começar por Antônio Garcia
Rosa, Magalhães Carneiro, Cleómenes Campos, José Augusto da Rocha
Lima, D. Antônio Cabral, Gilberto Amado, Ranulfo Prata, Manuelito
Campos, Rubens Figueiredo, Artur Fortes, Costa Filho, Monsenhor
Carlos Costa, Clodomir Silva, Santos Melo, Helvécio de Andrade,
Hermes Fontes, Oliveira Teles, D. Mário Vilas Boas, Pìres Wynne,
Alfeu Rosas, Maurício Cardoso, João Passos Cabral, Prado Sampaio,
Julio Albuquerque, Carvalho Neto, Florentino Menezes, Nobre de
Lacerda, Gervâsio Prata, Abelardo Cardoso, Enock Santiago, João
Esteves da Silveira, Edson Ribeiro, Humberto Dantas, Olegário e
Silva, Josué Silva, Augusto Leite, Hunaldo Santaflor Cardoso, Pedro
Machado, Marcos Ferreira de Jesus, Zózimo Lima, Epifânio Dória.
Passaram, também, pelos assentos da Academia, expressões culturais
do porte de José da Silva Ribeiro Filho, Freire Ribeiro, Garcia
Moreno, Exúpero Monteiro, Abelardo Romero, Jorge Neto, Gonçalo
Rolemberg Leite, Sebrão Sobrinho, Clodoaldo de Alencar, Felte
Bezerra, Severino Pessoa Uchôa, Renato Mazze Lucas, Urbano Neto,
Monsenhor Domingos Fonseca, José Olino de Lima Neto, Orlardo Vieira
Dantas, José Augusto Garcêz, Benedito Cardoso, João Fernandes de
Britto, José Maria Rodrigues Santos, Antônio Garcia Filho, Núbia
Nascimento marques e D. José Brandão de Castro.
As reuniões da Academia, a partir de 1932, aconteceram na Sala da
Ordem dos Advogados do Brasìl, Seccional de Sergipe, localizada no
antigo Palácio da Justiça, à Praça Olympio Campos, onde atualmente
funciona a Procuradoria Geral do Estado; mudou-se, depois para o
Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, à rua Itabaianiriha, já
que, praticamente todos acadêmicos eram, também, sócios dessa
modelar instituição cultural.
No início da década de 70, as reuniões da Academia foram mais uma
vez transferidas. Desta feita, graças aos trabalhos desenvolvidos
pelos acadêmicos Severino Uchôa, então Presidente, e Emmanuel
Franco, as tertúlias acadêmicàs passaram a ter lugar no vasto salão
do primeiro andar da antiga iblioteca Pública, hoje Arquivo Público
do Estado, à Praça Fausto Cardoso. E aí viveu ela por alguns anos,
até que foi desalojada e transferida para o sobrado em que
funcionou, antigamente, o Colégio Tobias Barreto, localizado na rua
Pacatuba, 288, o qual, aliás, é um dos últimos exemplares da
arquitetura civil do início do século, em nossa cidade. Como se vê,
não foram fáceis esses longos anos de existência da Academia, já que
para começar, não possuía casa. Ultimamente, porém, o tratamento
melhorou e o Governo do Estado vem mantendo, com a instituição
cultural, um pacto de uso do prédio público, numa total parceria,
uma vez que ambos estão comprometidos com as ações de promoção,
difusão e intercâmbio das atividades culturais e artísticas de
Sergipe.
A Academia no curso dos seus 71 anos de existência tem sido
reconhecida pela sociedade sergipana como a entidade cultural
responsável pelo estímulo do movimento intelectual do Estado e, como
tal, tem merecido do Poder Público e da iniciativa privada, as
melhores atenções, sempre voltadas para a consecuçáo dos seus
objetivos, na incessante busca do desenvolvimento cultural e social
do povo sergipano.
A Academia Sergipana de Letras é reconhecida, também, como a mals
democrática das Academias do País, pois, em seu quadro, abriga não
só literatos, como homens de artes, humanistas e cientistas, dando,
assim, uma ênfase especial à cultura em geral, cumprindo, destarte,
as suas finalidades estatutárias.
Com efeito, na atualidade, as cadeiras acadêmicas estão ocupadas de
figuras de todos os segmentos culturais do Estado. Entre os poetas,
figuram: Santo Souza, Hunald de Alencar, Wagner Ribeiro, José Abud,
Eunaldo Costa, Carlos Britto e Carmelita Fontes; cientistas:
Emmanuel Franco, Walter Cardoso e Eduardo Garcia; escritores: José
Amado Nascimento, Clodoaldo de Alencar Filho, Mário Cabral, D.
Luciano Cabral Duarte, José Bonifácio Fortes Neto, Luiz Antonio
Barreto, Manoel Cabral Machado, Acrísio Torres de Araújo, Francisco
Guimarães Rollemberg, João Alves Filho e Maria Lígia Madureira Pina;
historiográfos: Maria Thetis Nunes, Ariosvaldo Figueiredo, José
Silvério Leite Fontes e Luiz Fernando Ribeiro Soutelo; juristas:
José Anderson Nascimento, Luiz Pereira de Melo, Luiz Garcia, Luiz
Rabelo Leite, Artur Oscar de Oliveira Déda, Luiz Carlos Fontes de
Alencar e Acelino Pedro Guimarães; filólogos Ofenísia Soares Freire
e João Evangelista Cajueiro; orador e escritor: João de Seixas Dória
e artista plástico e escritor João Gilvan Rocha.
Numa ação de grande incentivo, o saudoso ex-Presidente Antônio
Garcia Filho, criou a 25 de agosto de 1984, o Movimento de Apoio
Cultural da Academia Sergipana de Letras, centro de reunião de
intelectuais sergipanos que, dia a dia, aprimoram os seus
conhecimentos. O MAC tem prestado relevantes serviços à Academia e à
vida cultural do Estado, valendo destacar o incessante trabalho
desenvolvido pelo seu coordenador, jornalista José Ferreira Lima,
secundado por Lauro Rocha de Lima, Cléa Maria Brandão Mendes,
Sergival Silva, Malba Maria Eng de Almeida, Araripe Coutinho, Luzia
Maria da Costa Nascimento e Maria Luiza Martins Caldas Prado. A
importância desse Movimento Cultural, no cenário acadêmico, foi
confirmada, de forma unânime, com a eleição e posse de dois dos seus
integrantes, para cadeiras acadêmicas: Acelino Pedro Guimarães e
Maria Lígia Madureira Pina e a recente eleição de José Lima de
Santana.
Entre as atividades da Academia figuram palestras, cursos, concursos
literários, seminários, além da publicação da Revista e de livros de
autores sergipanos. Promove, ainda, a preservação e a divulgação da
Literatura e de outras manifestações culturais, mantendo
intercâmbios com entidades culturais brasileiras e estrangeiras,
para o desenvolvimento cultural do povo sergipano.
(José Anderson Nascimento - Presidente.)
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