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Atualmente, o Brasil pode receber uma média perto de
quatro pontos, segundo os estudos elaborados pelo Inep
(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira). "O índice do país vai ser fixado em
seis, que é a média que os países da OCDE [Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] teriam
nessa escala", disse o ministro.
Na avaliação de Haddad, a previsão é que o Brasil atinja
a meta nacional em 15 anos, ou seja, 2022. "É ilusório
imaginar que uma cidade muito pobre, com indicador de
qualidade entre 1,5 e 2, possa chegar a um patamar de
primeiro mundo em 15 anos", analisa.
O MEC vai fixar objetivos para cada dois anos, a serem
cumpridos pelo país como um todo. Mas, de acordo com o
ministro, cada município e os Estados também terão uma
meta, que deve ser atingida para garantir a qualidade do
ensino básico. "A meta nacional tem um caráter simbólico
muito grande, mas não é a mais importante", explicou.
Em 2003, na última edição da avaliação educacional feita
pela OCDE, chamada de Pisa, o Brasil ficou em último
lugar na aprendizagem de matemática, com a pior média
entre 40 países. Em leitura, o Brasil ficou em 37º lugar
entre os mesmos 40 países, apenas acima de México,
Tunísia e Indonésia. A média dos países da OCDE em
leitura é de 494 pontos, enquanto a média brasileira
ficou em 403 pontos. |