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A
ALENCAR FILHO
Clodoaldo de. Nasceu em Estância (se), a
27 de setembro de 1912, filho de
Clodoaldo de Alencar e D. Eurídice
Fontes de Alencar. Dedica-se ao
jornalismo, tendo dirigido e fundado
varias estações de radio. Escreveu pecas
de teatro. Professor aposentado da
Universidade Federal de Sergipe. Membro
do Clube Sergipano de Poesia.
BIBLIOGRAFIA. Roteiro de Aracaju
(folclore sergipano) Poemas, in Panorama
do realismo social de Sergipe.
Fonte Menezes Raimundo. Dicionário
literário brasileiro. 2ed. Rio Livro
Técnico e Cientifico,1978.
AMADO, Genolino
Pseudônimos Geno e Tyronne Nasceu em
Itaporanga (SE), a 3 de agosto de 1903,
Filho de Melchisedech de Sousa Amado
Faria e D. Ana de Lima Azevedo Sousa
Faria Amado. Irmão de Gilberto Amado.
Bacharel em Direito pela Faculdade do
Rio de Janeiro. Chefe da Censura Teatral
e Cinematográfica de São Paulo,
redator-chefe do Departamento de
Propaganda do Rio, diretor da Agencia
Nacional. Leciona na Faculdade de
Filosofia. Escreve crônicas para O
CRUZEIRO e jornais cariocas. De 1934 ate
o advento da televisão. Produziu,
diariamente, a Crônica da Cidade
Maravilhosa lida por César Ladeira.
Eleito para a Academia Brasileira de
Letras, cadeira n. 22.
BIBLIOGRAFIA. Vozes do medo. Um olhar
sobre a vida. Os inocentes do Leblon.
Pássaro Ferido. Avatar. Dona do mundo. O
reino perdido (memórias), Rio de Janeiro
1971.
ARAUJO, Nelson Correia de
Nasceu em Capela (SE), a 4 de setembro
de 1926. Estudou em Salvador (BA), onde
publicou os primeiros contos. Assinou as
colunas literárias do Diário da Bahia e
Diário de Noticias, de Salvador.
Conquistou, em 1956, o premio Gerhar
Meyer Suerdieck com o primeiro livro.
Assistente e tradutor da Livraria
progresso Editora.
BIBLIOGRAFIA. Um acidente na estrada e
outras historias (contos) (BA), 1957. A
Companhia das Índias (farsa) (Ba), 1959.
Panorama do conto baiano (antologia), em
colaboração com Vasconcelos Maia (Ba),
1959.
Fonte> Menezes, Raimundo de. Dicionário
literário brasileiro. 2ed. Rio de
Janeiro. LTC,1978. P.63
B
BONFIM, Manuel Jose
Nasceu em Aracaju (SE), 8 de agosto de
1868, filho de Paulino –Jose do Bomfim e
D. Maria Joaquina do Bomfim. Fez os
estudos primários e secundários na
cidade natal. Em 1886, matriculou-se na
Faculdade de Medicina da Bahia, onde
cursou os primeiros anos,
transferindo-se para o Rio de Janeiro e
recebendo o grau de doutor e, 1890.
Estudante colaborava na imprensa,
trabalhando no Correio do Povo, de
Alcindo Guanabara, redator e secretario
de A Republica e da revista Pedagogium.
Redigiu e dirigiu Educação e Ensino,
revista pedagógica. Fundou, em 1901, com
Tomas Delfino e Rivadavia Correia, a
revista quinzenal Universal. Redator da
revista Leitura Para Todos. Colaborou no
Jornal do Comercio, Ilustração
Brasileira, O Pais, Noticia e Tribuna.
Exerceu funções publicas. Eleito
deputado por seu Estado. Faleceu, no Rio
de Janeiro, em 1932.
BIBLIOGRAFIA. Além dos livros
pedagógicos A América Latina,1905.
Pensar e dizer, 1932. O Brasil na
Historia, 1930. Cultura e educação do
povo brasileiro, 1931. O Brasil, 1935.
C
CABRAL, Mario
Nasceu em Aracaju (SE), a 26 de marco de
1914, filho de Antonio Cabral e D.
Maria. Bacharelou-se pela Faculdade de
Direito da Universidade Federal da
Bahia. Cursou a Escola superior de
Guerra. Exerceu funções publicas em
Aracaju (SE), como promotor publico,
advogado da Prefeitura, prefeito
municipal. Em Salvador foi diretor do
Teatro Castro Alves, Consultor Jurídico
do Estado e Procurador da Fazenda do
Estado. Membro da Academia Sergipana de
Letras e de instituições culturais e
literárias.
BIBLIOGRAFIA. Caderno de critica, 1ed,
1944, 2ed. 1945. Roteiro de Aracaju,
1ed., 1952. Cidade morta (poesia), 1955.
Caminho da solidão (romance), 1962, 2ed.
1962. Memórias (em prosa)
CALASANS, Pedro Luziense de Bitencourt
Nasceu no Engenho Castelo, município de
Santa Luzia (SE), a 29 de janeiro de
1837, filho do Tenente-coronel Joaquim
Jose de Bitencourt Calasans e D. Luisa
Carolina Amélia de Calasans. Iniciou os
primeiros estudos no Liceu de São
Cristóvão, completando-os no Recife
(PE). Ingressou na Faculdade de Direito,
bacharelando-se a 16 de dezembro de
1859. Ocupou interinamente a promotoria
da comarca de Estância (SE). Casou-se
com rica herdeira, mas logo se separou.
Foi eleito deputado geral para a
legislatura de 1861-1864. Absorvido
pelas lutas partidárias, deixou o
convívio das musas, para dedicar-se a
advocacia e a imprensa, na capital do
Império. Abandonou a política em 1867,
dois nos depois de ter percorrido vários
paises da Europa. De volta, foi nomeado
juiz municipal de Caçapava (SP).
Elegeu-se deputado provincial. Foi
removido para comarca de Geremoabo (BA).
Começou a sentir o organismo definhando
em conseqüência do mal de que só muito
tarde se apercebeu e que iria vitima-lo
. procurou o clima de Ilhéus (BA), sem
nada conseguir. Esteve, depois, nas
cidades de Serro e Diamantina (MG). Tudo
em vão. Afinal, a conselho medico,
partiu para a Ilha da Madeira, onde não
aportou. Faleceu a bordo do navio, a 24
de fevereiro de 1874.
BIBLIOGRAFIA.Paginas soltas (poesias),
Recife, 1855. Ultimas paginas (poesia),
Niterói, 1858. Ofenisia (quadros),
Bruxelas, 1864. Uma cena de nossos dias
(drama em 4 atos), Leipzing, 1864.
Camerino (poesia) 1875.
CALASAS, Jose Brandão da Silva
Nasceu em Aracaju (SE), a 14 de julho de
1915, filho de Irineu Ferreira da Silva
e D. Noemi Brandão da Silva. Na cidade
natal estudou as primeiras letras e fez
o curso secundário no Ateneu Sergipense.
Em Salvador (BA), freqüentou a Faculdade
de Direito da Bahia, bacharelou-se em
1937. Retornando a capital sergipana,
lecionou no Colégio Estadual de Sergipe
e na Escola Normal Rui Barbosa como
catedrático aprovado com distinção em
1942, de Historia do Brasil e de
Sergipe. Presidiu o Instituto Geográfico
e Histórico de Sergipe no biênio
1945-1947. Fixou residência na capital
baiana como diretor do SENAC, passando,
em 1947, a ensinar nos principais
estabelecimentos, como na Universidade
Católica de Salvador. Desde 1961,
docente de Historia do Brasil e
catedrático de Historia Moderna e
Contemporânea da Faculdade de Filosofia
da Universidade Federal da Bahia.
Pertenceu ao Instituto Geográfico e
Histórico da Bahia e de São Paulo. Foi
presidente da Academia de Letras da
Bahia. Manteve ativa colaboração em
revistas e jornais, versando sobre
Historia, alem de ser especializado em
estudos sobre a Campanha de Canudos e
Euclides da Cunha, e a respeito de
folclore, notadamente ao tema cachaça,
no qual e foi autoridade, tendo em 1958,
presidido o III Congresso Brasileiro de
Folclore.
BIBLIOGRAFIA; Aracaju. Contribuição a
historia da capital de Sergipe,
1942.Temas de província (ensaio), 1944.
O ciclo folclórico do Bom Jesus
Conselheiro (folclore), 1950. Cachaça,
moca branca (ensaio), 1951. Euclides da
Cunha e Siqueira de Menezes (ensaio),
1957. Os vintistas e a regeneração
econômica de Portugal (ensaio), 1959. No
tempo de Antonio Conselheiro (ensaio),
1961. Fausto Cardoso (biografia), 1970.
O folclore geo-historico da Bahia e seu
recôncavo (ensaio), 1970.
D
DACELINO, Jose Severo
Jose Severo do Santos. Nasceu em
Aracaju, no Aribé em final dos anos 40,
descendente de família tradicional da
cultura negra, dos canaviais de Santa
Rosa e Riachuelo, a resistência
religiosa em Aracaju. Nasceu de Odília
Eliza da Conceição e de Acelino Severo
dos Santos, neto e seguidor da famosa
Iyalorisha Mãe Elza, afilhado do tão
famoso Babalorisha Alexandre de
Laranjeiras (SE), falecidos.
Militante ativo da resistência e
tradição da cultura afro-sergipana,
busca no resgate da memória tradicional,
a preservação dos valores étnicos das
diversas culturas introduzidas em
Sergipe pela escravidão.
Em plena repressão política e social
verificada em 1968 no Brasil, instala-se
em Sergipe o Grupo Regional de Folclore
e Artes Cênicas Amadorista Castro Alves,
e posteriormente, CASA DE CULTURA
AFRO-SERGIPANA, sua nova versão . ONI
ODE do Iyle Ashe Opo Aira, vê na
Religião Orixá (Candomblé) o ponto de
irradiação e resistência da cultura
negra.
Endereço. Casa de Cultura Afro-Sergipana
- Rua Jane Bomfim,802 -, Siqueira
Campos. CEP 49075-280 – Aracaju-SE.
BIBLIOGRAFIA. Panafrica África IYA NLA.
Aracaju. Editora Memoriafro, 2002
Fonte. DACELINO, Severo. Panafrica
África IYA NLA.
DANTAS, Orlando Vieira
Nasceu em Capela(SE)no Engenho
Palmeira,em 28 de setembro de 1900 e
morreu em Aracaju em 9 de abril de 1982.
Filho de Manoel Correa Dantas - usineiro
e político, deputado estadual,
presidente da Assembléia e presidente do
Estado - e Idalma Dantas. Estudou no
Atheneu e faz, na Politécnica do Rio de
Janeiro, o curso de engenheiro,
abandonando antes do término. Voltando a
Aracaju colaborou em vários jornais, fez
politica e participou da vida
intelectual do Estado. Foi eleito, em
1935, com a constitucionalização do
Estado, prefeito de Divina Pastora.
Fundadora da Esquerda Democrática, foi
eleito deputado à Assembléia
Constituinte de 1947, e mais tarde
transformada em Partido Socialista
Brasileiro. De 1951 a 1955 Deputado
Federal. Em 1956, sem mandato, recria a
Gazeta Socialista,(13 de janeiro) nos
moldes
do primeiro jornal, com o título, que
editou entre 1948 e 1952. Mais tarde
transformou a Gazeta Socialista em
Gazeta de Sergipe. Esta considerada uma
escola de jornalistas. Com a luta do seu
jornal, que repercutiu no País, levou o
governo do presidente Ernesto Geisel a
crias, dentro da Petrobrás a Petromisa,para
explorar os sais de potássio de Sergipe.
Em 1974, ingressou na Academia Sergipana
de Letras.
BIBLIOGRAFIA: Gazeta Socialista 1948 a
1952. O problema açucareiro em Sergipe.
Política de desenvolvimento em Sergipe
(1974). A vida patriarcal em Sergipe.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
Revista Movimento (Editada pela Gazeta
de Sergipe).
DANTAS, Paulo Neto
Nascido em Simão Dias (SE), a13 de
janeiro de 1922, filho de João Paulo
Dantas e D.Otacília Andrade
Dantas.Transferiu-se com a família para
Itabuna (BA), aos 16 anos. Aos 13
começou a colaborar no Tico-Tico e
jornais da terra.Em 1937, reuniu os
artigos no livrinho Mentalidade
infantil.
Cursou ano e meio no Colégio Ipiranga
(BA). Transferiu-se ainda jovem para Rio
de Janeiro (GB), e trabalhou na Livraria
Civilização Brasileira e no jornal D.
Casmurro. Em tratamento de saúde viajou
para Petrópolis (RJ) e para Belo
Horizonte (MG), e fez sua estréia
literária em1943. Veio para S.Paulo
(capital). Em busca de melhor clima e
repouso para a saúde abalada, ficou em
Campos do Jordão (SP), de 1946 a 1950.
curado, retornou a São Paulo. Secretario
administrativo da Câmara Brasileira do
Livro e diretor de edições da Livraria
Francisco Alves. Participou de
congressos de escritores, tendo ido ao
Chile, 1954, no Congresso Internacional
de Cultura. Diretor, em diversas
gestões, da União Brasileira de
Escritores de São Paulo. Trabalha no
Fórum da Capital paulista como
escrevente. Autodidata, colaborou e
colabora em suplementos literários e
figurou no conselho de redação da
Revista Brasiliense.
Bibliografia: Aquelas muralhas cinzentas
(novela), 1943, premio “Afonso Arinos’’,
da Academia Brasileira de Letras”. As
águas não dormem (novela), 1946. Cidade
enferma (romance),1960, premio “ Coelho
Neto’’, da Academia Brasileira de Letras
e premio “ Mario Sette’’, do jornal de
Letras. Trilogia Nordestina: Chão de
infância (novela),1953.Purgatório
(romance),1955.O de livro de Daniel
(romance),1961.Biografias para a
juventude (edições Melhoramentos):
Tobias Barreto, 1952; Coelho Neto, 1953;
Aluisio Azevedo, 1954; Mark Twain,1958.Capitão
jagunço (novela), 1959. Estórias e
lendas do norte e nordeste (antologias),
1961. Sertão do boi santo ( rapsódia
para um filme),1961,Euclides,opus 66
(balada heróica), 1965. Rio em tempo de
amor ( antologia) , 1965. Antologia
euclidiana 1965. Quem foi Antonio
Conselheiro? (biografia), 1966. Viaduto
(romance), 1969. Menino jagunço (novela
juvenil), 1968. O lobo do planalto (
romance), 1970. Presença de Lobato
(biografia), 1973. Sagarana emotiva
(cartas de J. Guimarães Rosa), 1975.
DEODATO, Alberto Maia Barreto
Nascido em Maruim (SE), a 27 de dezembro
de 1896,filho de Jose Caetano Barreto e
D. Inês Maia Barreto.Fez o curso
completo no colégio Pedro II .
Matriculou-se em 1915, na Faculdade
Livre de Direito do Rio de Janeiro (
GB), em que se bacharelou em 1919.
Durante o curso,ocupou o cargo de
promotor adjunto da comarca de Capela,no
seu Estado. Cedo começou a escrever na
imprensa do Rio de Janeiro e Sergipe, em
prosa e verso, sobre variados assuntos.
Radicou-se no interior de Minas Gerais,
onde completou a carreira como professor
e político. Catedrático de Direito
Internacional Publico e de Ciências das
Finanças da Universidade de Minas
Gerais.Vereador á Câmara Municipal de
Belo Horizonte,deputado á Assembléia
Legislativa,deputado federal.
Bibliografia: A cruz da estrada (
romance), Maroim,1915. Senzalas
(contos), Rio de Janeiro,1919; 2ª
ed.,1933. Canaviais ( contos), Rio de
Janeiro, 1922, “Prêmio da Academia
Brasileira de Letra.”. A doce filha do
juiz ( romance), 1919. Flor tapuia (
opereta, representada no Rio de
Janeiro). A pensão da nicota
(comedia,representada no Rio de
Janeiro). Um bacharel em apuros (comédia
representada em Belo Horizonte). Roteiro
da Lapa e outros roteiros.Os políticos e
outros bichos domésticos.
DUARTE, Cipriano Correia
__Pseudônimos: Um Soldado Firme, Veritas,
Epaminondas, Justos, Felício e Fileno.
N. em S. Cristóvão (SE), a 17 de maio de
1852, filho de José Florêncio dos Santos
e D. Maria Clara Beija-Flor dos Santos.
Fez os estudos primários com vigário.
Impossibilitado, por escassez de
recursos, de terminar o curso de
humanidades, envidou meios para
colocar-se no funcionalismo público.
Conseguiu ser administrador da
Recebedoria Estadual, em que se
aposentou, em 1917. Colaborou no Jornal
de Sergipe e na Gazeta de Sergipe.
Polemizou com Graco Cardoso, depois
presidente do Estado.
Bibliografia: Eduardo ou Vinte anos
depois (ensaio dramático), Aracaju,
1881. O Crime pela Honra ou O Segredo
Inviolável (drama), Aracaju, 1887. O
enjeitado (drama), Aracaju, 1881.
DUARTE, Cleóbulo Amazonas
___ N. em Aracaju (SE), a 2 de fevereiro
de 1898, filho de Antônio Pedro Duarte e
D. Irinéia Amazonas Duarte. Estudou as
primeiras letras com a genitora em
Maroim (SE). Em 1909, matriculo-se no
Ateneu Sergipense, até o 5º ano. Em
1913, segui para Santos (SP) e, em 1914,
morou no Rio de Janeiro (GB). No ano
seguinte, matriculo-se na faculdade de
farmácia. Abandonou o curso para seguir
a carreira do Direito, bacharelando-se,
em dezembro de 1921, quando se
transferiu para Santos (SP). Exerceu o
magistério e trabalhou na imprensa.
Escreveu artigos sobre pintura e
escultura, por cujo assunto tem especial
inclinação. Diretor responsável Jornal
da Noite, de Santos. Professor da
Faculdade de Direito de Santos.
Bibliografia: Torre de Babel, Rio de
Janeiro, 1919. D. Pedro II. Biografia de
uma cidade. A atualidade de Rui Barbosa.
Da prisão preventiva.
F
FARIAS, José Carlos da Costa
N.em Aracaju (SE) ,a 24 de janeiro de
1907,filho de Leopino da Costa Farias e
D.Diamantina Vitória de Farias. Cursou o
Ateneu Sergipense. Exerceu funções
públicas. Dirigiu a revista Novidade.
Membro de agremiações culturais.
Bibliografia: Grande redenção,Última
confissão.O grande erro.Uma história de
outras eras. Camerino,o poeta soldado.Caiçá.
FIGUEIREDO, Jackson de Martins
Pseudônimo: João José de Ataíde.N. Em
Aracaju (SE), a 9 de outubro de 1891,
filho de Luís de Figueiredo Martins e
D.Regina Jorge de Figueiredo.Iniciou os
estudos no colégio Americano, em
Aracaju, de onde se transferiu para o
Ateneu Sergipense.Em 1908, estudou em
Maceió, no Liceu Alagoano.Publicou, na
época, o primeiro livro de versos,Bater
de Asas.Em 1909, matriculou-se na
Faculdade de Direito da Bahia. Em 1910
fez parte do grupo estudantil Nova
Cruzada, onde se promoveram tertúlias
literárias e cívicas. Envolveu-se em
incidentes com a polícia baiana, No
Teatro Politeama, em 1912. Demorou-se
vários meses num retiro campestre,
meditando sobre as influências do meio
estudantil e a escrever sobre a
personalidade que mais lhe
impressionara: o romancista e filosofo
Xavier Marques, solitário da ilha de
Itaparica(BA). Concluiu o Curso
Jurídico,em 1913, e, no ano seguinte,
viajou para o Rio de Janeiro (GB). Em
1915, visitou a terra natal,em missão
política e publicou ensaio sobre Antônio
Garcia Rosa, poeta sergipano,a quem
Jackson desejou projetar no meio
metropolitano.Nesse ano conheceu Farias
Brito, a quem já se sentia ligado
intelectualmente.Conviveu ,intimamente
com o filósofo cearense e dele recebeu
de marcante determinação para a
forma”cão espiritual.A 25 de Março de
1916 casou-se com a cunhada de Farias
Brito.No ano seguinte faleceu esse
último,fato de grande repercussão no
destino do pensador.Em 1918,foi
acometido de influenza.tornou-se
proprietário de livraria católica.
FONTES, CARMELITA PINTO
Professora de Língua e Literatura
Luso-Brasileiras exerceu o Magistério
Publico no Colégio Atheneu Sergipense,
no Colégio de Aplicação da antiga
Faculdade Católica de Filosofia de
Sergipe e na Universidade Federal. Fez
curso de especialização em Lisboa.
Jornalista, poetisa, cronista de estilo
delicado e nobre, já publicou vários
livros de poesia em parceria com Núbia
Marques e Gizelda Morais. E a terceira
Acadêmica de Sergipe.
Publicou Lições de Beleza – Prosa. Lição
de Sabedoria – Prosa. Escreveu dezenas
de crônicas para jornais de Aracaju e A
Republica de Lisboa. Tempo de Dezembro
em 1982.
FONTES, Hermes Floro Bartolomeu Martins
de Araújo
__Pseudônimos: H.F. H. Rens,Rins,Rons,Leo
Fábio,Leo Zito, e P. O.Nino.Nasceu na
vila do Boquim (SE), a 28 de agosto de
1888, filho de Francisco Martins Fonte e
Dona Maria Araújo Fontes.Aos 5 anos
estudou as primeiras letras com o Prof.
Leão Magno. Três anos depois, levado
para Aracaju freqüentou o colégio
professor Alfredo Monte.Criança de
grande precocidade surpreendia pela
inteligência.Levado á presença do Dr.
Martinho Garcez, governador do
Estado,este ficou tão impressionado com
o menino que o tomou sob a proteção e,
em 1898,o levou para o Rio de Janeiro
(GB).Cursou vários colégios e entrou
para o Ginásio Nacional.Aos 15
anos,começou a publicar os primeiros
trabalhos no Fluminense,de Niterói
(RJ),e,depois,nas colunas da Rua do
Ouvidor,de Serpa Junior.Em 1904 com
Julio Surkhow e Armando Mota,fundou o
jornal Estréia.Nesse ano,fez conferencia
em Niterói(RJ), no teatro São João ,
sobre A Luz.Colaborou no Tagarela,
Jornal do amigo Perez Junior,mais
conhecido pelo Pseudônimo de Teles de
Meireles.Estampou sonetos e poemas e
manteve a secção “Moscas
políticas”.Dedicou-se a fazer
caricatura,as quais, muitas
vezes,voltou,como derivativo.Em 11906
ingressou na Faculdade de Direito do Rio
de Janeiro(GB),bacharelando-se,em
1911.Quando,no terceiro ano da Faculdade
lançou as Apoteoses , com que se sagrou
um dos melhores poetas brasileiros da
época.Rocha Pombo e Olavo Bilac,entre
outros,escreveram criticas elogiosas.Redator
do Diário de Noticias, fez campanha em
prol de Rui Barbosa a presidência do
país.Redigiu a secção humorística “Corda
bamba” e as secções políticas “Através
da opinião”e “Através da imprensa”,
usando diferentes pseudônimos .Na defesa
das idéias,contra o hermismo e a favor
de Rui,chegou a enfrentar invencível
Carlos Laet.Colaborou no Imparcial , de
1914 a 1923,com
interrupções.Funcionários dos correios,
exerceu varias comissões, dentre elas a
de Oficial de Gabinete do Ministro da
Viação.Redatoriou a Careta e o Fon-Fon e
colaborou nos periódicos
Tribuna,Imprensa,Atlântida,Brasil-Revista,Folha
do Dia,Correio Paulistano,Revista das
Revistas,Boletim Mundial,América
Latina,Revista Sousa Cruz, e
outros.Único redator da revista
Frou-Frou,no período de março a abril de
1924.Sua vida não
foi,todavia,feliz.Sofreu decepções e
amarguras.Por cinco vezes tentou a
Academia Brasileira de Letras,não
conseguindo.Em 1931,devido á
Revolução,viu desfeito o sonho de
tornar-se deputado,e,tendo servido ao
governo caído foi alvo de
humilhações.Sofreu a dor de um lar
desfeito e a traição de pessoas
amigas.Carregado de complexos sobretudo
pelo físico acanhado e a diminuta
estatura,desnorteado por
vicissitude,suicidou-se na noite de 25
de dezembro de 1930 , com um tiro de
revolver.
Crítica: “Entretanto,Hermes Fontes é um
poeta novo,rico de inspirações inéditas
e insólitas.Todos os seus livros,até
hoje,demonstra na unidade de seu
espírito a profunda variedade de tons e
de luzes,de idéias e de sentimentos.É,
talvés,por isso,único pela exuberância e
latitude ampla de irradiação.Por ser
grande é exagerado,por ser completo é ou
parece inteperante.Desde as
Apoteoses---recebidas com imediatas
consagrações,perfaz o poeta o seu ciclo
ainda não acabado.(...) Mas o principal
lâmpada velada é a sua filosofia,de
tristeza e desengano da vida,de dolorosa
experiência das coisas que tanta
decepções nos deparam no curso da
existência.(...) Todo livro respira a
expressão que não diremos pessimista,mas
real e verdadeira, que não pode deixar
de o ser para as almas delicadas a quem
repugnam os espetáculos cotidianos da
vulgaridade” (João Ribeiro)
Bibliografia: Apoteoses (versos)1908.
Gênesis (versos), 1913. A margem de um
inquérito (notas biográficas),
1913.Ciclo de perfeição,1914.Mundo em
chamas!,1914.Juízos efêmeros
(prosa),1916.Miragem do deserto
(versos),1917.Epopéia da
vida,1917.Microcosmo (elogios dos
insetos e das flores),1919.A lâmpada
velada,1922.Despertar! (conto
brasileiro),1922.Fonte da mata,1930.
Escreveu ainda Pão de Lot (comédia);
Dois por um (comedia); Futuro (drama
moderno).
FONTES, Ilma
Nasceu em Aracaju no dia 4 de abril de
1947, jornalista, produtora de cultura,
poetisa, onde fez todos os seus estudos,
formando-se em Medicina, em duas
especialidades: Psiquiatria e Medicina
Legal, mas tem preferência pelo
tratamento de jornalista, profissão que
exerce no campo alternativo e oficial,
sendo outra paixão o cinema, para o qual
produziu alguns roteiros, em destaque o
roteiroCigarras do Ócio, feito em
parceria com o poeta Mário jorge, seu
companheiro de movimento estudantil.
Enquanto escreve seus poemas e os deixa
esparsos por jornais e revistas, escreve
a peça de teatro A Fina Flor, premiada
no Festival Nacional de Teatro de São
Mateus, no Espírito Santo, em 1987.
Produziumais roteiros cinematográficos e
dois filmes, Arcanos (O Jogo), de 1980,
e o Beijo, este premiado no VII Festival
Nacional de Cinema da Universidade
Federal de Sergipe.
BIBLIOGRAFIA: Publicou seus poemas em
jornais alternativos brasileiros -
Blocos (RJ), Literarte (SP), Alto
Madeira (RO), Poezine (RN), Fingidor
(AM), Egoisme (MG), Correio do Sul (MG),
editora do jornal O Capital, editora do
Pipiri, participante da Antologia da
Nova Poesia Brasileira, de Olga Savary,
que reuniu na obra, de 1992, mais de
quatrocentos poetas de todo os Estados
brasileiros.
FONTES, JOSÉ MARIA
Nasceu na cidade de Riachuelo no dia 26
de junho de 1908. Ali estudou as
primeiras letras, tendo feito o curso
secundário em Aracaju, onde "viveu
sempre como jornalista e funcionário
público estadual". Morreu na capital do
Estado em agosto de 1994.
BIBLIOGRAFIA: Publicou Versos em 1952,
Sonho e Realidade 1955 e Trinta Poesias
Curtas, em 1959. Como jornalista, o
poeta teve grande atividades em Aracaju,
fundando e dirigindo alguns jornais. Na
revista Renovação e no jornal A
República fez crítica cinematográfica,
além de ter sido professor de inglês.
FONTES, José Silvério Leite
Nascido em Aracaju (SE), a 6 de abril de
1924,filho de Silvério da Silveira
Fontes e D. Iracema Leite Fontes.Membro
da cadeira nº 5, da Academia Sergipana
de Letras.Professor de Introdução aos
Estudos Históricos da Universidade da
Federal de Sergipe.Professor de Historia
da Escola Técnica Federal de
Sergipe.Técnico de Educação do MEC.
Bibliografia: Jackson de
Figueiredo__sentido de sua
obra,Aracaju,1954.Formação do conceito
de fato histórico na cultura ocidental ,
Aracaju, 1958. Valores e historicidade.
CE,1962.
FONTES, Lourival
__ N. em Riachão(SE), a 20 de julho de
1899, filho de Sizino Martins Fontes e
D. Maria Prima Fontes.Bacharelou-se pela
Faculdade de Direito da Universidade do
Rio de Janeiro(GB).Diretor do DIP,Departamento
de Imprensa e Propaganda.Chefiou a Casa
Civil no governo Getúlio Vargas.Em
1934,dirigiu a delegação brasileira ao
campeonato Mundial de Futebol na
Itália.Embaixador do Brasil no México e
no Canadá.Presidiu o Conselho de Defesa
Econômica.Consorciou-se com a escritura
Adalgisa Néri Fontes.F.,vitimado por
edema pulmonar, no Rio de Janeiro (GB),
a 7 de março de 1967.Os restos mortais
foram transferidos para Aracaju (SE).
Bibliografia: Missão e
demissão.Petróleo,política e
população.Discurso aos surdos.Homens e
multidões.
FONTES, Silvério Martins
N. em Aracaju (SE), a 11 de fevereiro de
1858, filho de José Martins Fontes e D.
Francisca Fontes. Fez o curso de
Medicina na Bahia. Doutorando-se, montou
consultório médico em Santos (SP), onde
se impôs pela capacidade profissional,
aliada à cultura humanista. Casou-se com
Isabel Martins Fontes, da estirpe dos
Martins, colateral da árvore dos
Andradas. Desse matrimônio houve 7
filhos, um deles o poeta José Martins
Fontes. A sua vida, quase toda passada
na cidade de Santos, constitui marco
efetivo na história da cultura. Fundou,
com Sotero de Araújo e Carlos Escobar,
jornal A Questão Social, ao mesmo tempo
em que lançou o Manifesto Socialista,
cujo conteúdo mereceu a atenção dos
homens públicos da recém-nascida
República. Antes de tudo, um antecipado
na visão dos problemas relacionados à
promoção humana em nosso país. F. a 27
de junho de 1928, em Santos (SP).
Bibliografia: Livros científicos. Sua
produção literária acha-se nos jornais e
revistas da época.
FORTES NETO, José Bonifácio
N. em Aracaju (SE), a 20 de abril de
1926, filho de Arício Guimarães Fortes e
D. Saudalina Passos de Guimarães Fortes.
Professor de Direito Administrativo da
Faculdade de Direito da Universidade
Federal de Sergipe. Juiz Presidente da
2ª Junta de Conciliação e Julgamento de
Aracaju (SE). Presidente do Instituto
Histórico e Geográfico de Sergipe.
Membro do Conselho de Ensino e Pesquisa
da UFS, e outros cargos de relevo.
Colaborou em jornais e revistas.
Bibliografia: Noções de cinema, 1953.
Evolução da paisagem humana a cidade de
Aracaju, 1954. Os cursos jurídicos e a
realidade nacional, 1958. Gumercindo
Bessa e o direito público, 1958.
Felisbelo Freire, o estadista, o
escritor e o constitucionalista.
Contribuição à história política de
Sergipe, 1953-1958. Histórico da
atividade salineira e solodonil do
Brasil. Informações sobre Itabaiana.
Sergipe, democracia de raros. E outros
sobre Direito e Geografia.
G
GARCEZ, José Augusto
N. em São Cristóvão (SE), a 19 de agosto
de 1918, filho de Sílvio Sobral Garcez e
D. Carolina Sobral Garcez. Fiscal do
Banco do Brasil. Fundador-diretor do
Movimento Cultural de Sergipe, do Museu
Sergipano de Arte e Tradição.
Jornalista, radialista e economista.
Membro do Instituto Histórico e
Geográfico de Sergipe. Recebeu a
“Medalha de Ouro”, como o melhor
produtor no campo cultural. Fundou e
mantém várias bibliotecas e museus.
Colaborou em jornais e revistas
literárias e folclóricas.
Bibliografia: Prado Valadares
(biografia), 1938. Crítica literária,
1948. Função policial, 1949. À margem da
história de Sergipe. Influência dos
museus na educação do povo, 1953.
Tributo ao mérito, 1953. Invasão das
estrelas, 1954. No interior da cidade
subterrânea, 1954. Mensagens, 1954.
Desejo morto, 1954. Tradições do fim do
ano. Holandeses em Sergipe, 1954.
Realidade e destino dos museus, 1959.
Aurora de sangue, 1958. Prefácio in Em
Sergipe Del Rey, de Luís da Câmara
Cascudo.
GÓIS, Baltasar de Araújo
Pseudônimo: Tupi. N. em Itaporanga (SE),
a 30 de outubro de 1853, filho do
Capitão Francisco José de Góis e D.
Maria Rosa de Araújo Melo. Fez o curso
de Humanidades no Ateneu Sergipense.
Ingressou no funcionalismo público, ao
mesmo tempo em que lecionava no Ateneu
Sergipense, e depois foi diretor.
Pertenceu ao Clube Republicano e
colaborou nos jornais: O Presente, O
Correio de Sergipe, O Republicano, e
outros, com o pseudônimo Tupi. F., em
Aracaju (SE), a 13 de janeiro de 1914.
Bibliografia: Ordem e Progresso. A
República em Sergipe. Biografia d
Horácio Hora.
FREIRE , João.
__ Nascido em Aracaju (SE), a 4 de
setembro de 1911, filho de José Augusto
Ribeiro e D. Erundina Freire
Ribeiro.Diretor técnico da Biblioteca
Pública de Aracaju
(SE).Jornalista.Pertence á Academia
Brasileira de Letras,á Associação de
Escritores do Brasil, à Academia
Alagoana de Letras,ao Instituto
Histórico e Geográfico de Sergipe.
Bibliografia: De Jesus a
Lenine,1932.Lusitânia,1940. Elogio de um
mestre, 1959. Salomé (poema).Sahara(poemas
orientais).Sinhozinho(poema).S.Cristóvão
em Sergipe Del Rey. |