Autores sergipanos por ordem alfabética pelo sobrenome de A-G

A
ALENCAR FILHO
Clodoaldo de. Nasceu em Estância (se), a 27 de setembro de 1912, filho de Clodoaldo de Alencar e D. Eurídice Fontes de Alencar. Dedica-se ao jornalismo, tendo dirigido e fundado varias estações de radio. Escreveu pecas de teatro. Professor aposentado da Universidade Federal de Sergipe. Membro do Clube Sergipano de Poesia.

BIBLIOGRAFIA. Roteiro de Aracaju (folclore sergipano) Poemas, in Panorama do realismo social de Sergipe.
Fonte Menezes Raimundo. Dicionário literário brasileiro. 2ed. Rio Livro Técnico e Cientifico,1978.

AMADO, Genolino
Pseudônimos Geno e Tyronne Nasceu em Itaporanga (SE), a 3 de agosto de 1903, Filho de Melchisedech de Sousa Amado Faria e D. Ana de Lima Azevedo Sousa Faria Amado. Irmão de Gilberto Amado. Bacharel em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro. Chefe da Censura Teatral e Cinematográfica de São Paulo, redator-chefe do Departamento de Propaganda do Rio, diretor da Agencia Nacional. Leciona na Faculdade de Filosofia. Escreve crônicas para O CRUZEIRO e jornais cariocas. De 1934 ate o advento da televisão. Produziu, diariamente, a Crônica da Cidade Maravilhosa lida por César Ladeira. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, cadeira n. 22.

BIBLIOGRAFIA. Vozes do medo. Um olhar sobre a vida. Os inocentes do Leblon. Pássaro Ferido. Avatar. Dona do mundo. O reino perdido (memórias), Rio de Janeiro 1971.

ARAUJO, Nelson Correia de
Nasceu em Capela (SE), a 4 de setembro de 1926. Estudou em Salvador (BA), onde publicou os primeiros contos. Assinou as colunas literárias do Diário da Bahia e Diário de Noticias, de Salvador. Conquistou, em 1956, o premio Gerhar Meyer Suerdieck com o primeiro livro. Assistente e tradutor da Livraria progresso Editora.

BIBLIOGRAFIA. Um acidente na estrada e outras historias (contos) (BA), 1957. A Companhia das Índias (farsa) (Ba), 1959. Panorama do conto baiano (antologia), em colaboração com Vasconcelos Maia (Ba), 1959.
Fonte> Menezes, Raimundo de. Dicionário literário brasileiro. 2ed. Rio de Janeiro. LTC,1978. P.63

B
BONFIM, Manuel Jose
Nasceu em Aracaju (SE), 8 de agosto de 1868, filho de Paulino –Jose do Bomfim e D. Maria Joaquina do Bomfim. Fez os estudos primários e secundários na cidade natal. Em 1886, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, onde cursou os primeiros anos, transferindo-se para o Rio de Janeiro e recebendo o grau de doutor e, 1890. Estudante colaborava na imprensa, trabalhando no Correio do Povo, de Alcindo Guanabara, redator e secretario de A Republica e da revista Pedagogium. Redigiu e dirigiu Educação e Ensino, revista pedagógica. Fundou, em 1901, com Tomas Delfino e Rivadavia Correia, a revista quinzenal Universal. Redator da revista Leitura Para Todos. Colaborou no Jornal do Comercio, Ilustração Brasileira, O Pais, Noticia e Tribuna. Exerceu funções publicas. Eleito deputado por seu Estado. Faleceu, no Rio de Janeiro, em 1932.

BIBLIOGRAFIA. Além dos livros pedagógicos A América Latina,1905. Pensar e dizer, 1932. O Brasil na Historia, 1930. Cultura e educação do povo brasileiro, 1931. O Brasil, 1935.

C
CABRAL, Mario
Nasceu em Aracaju (SE), a 26 de marco de 1914, filho de Antonio Cabral e D. Maria. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. Cursou a Escola superior de Guerra. Exerceu funções publicas em Aracaju (SE), como promotor publico, advogado da Prefeitura, prefeito municipal. Em Salvador foi diretor do Teatro Castro Alves, Consultor Jurídico do Estado e Procurador da Fazenda do Estado. Membro da Academia Sergipana de Letras e de instituições culturais e literárias.

BIBLIOGRAFIA. Caderno de critica, 1ed, 1944, 2ed. 1945. Roteiro de Aracaju, 1ed., 1952. Cidade morta (poesia), 1955. Caminho da solidão (romance), 1962, 2ed. 1962. Memórias (em prosa)

CALASANS, Pedro Luziense de Bitencourt
Nasceu no Engenho Castelo, município de Santa Luzia (SE), a 29 de janeiro de 1837, filho do Tenente-coronel Joaquim Jose de Bitencourt Calasans e D. Luisa Carolina Amélia de Calasans. Iniciou os primeiros estudos no Liceu de São Cristóvão, completando-os no Recife (PE). Ingressou na Faculdade de Direito, bacharelando-se a 16 de dezembro de 1859. Ocupou interinamente a promotoria da comarca de Estância (SE). Casou-se com rica herdeira, mas logo se separou. Foi eleito deputado geral para a legislatura de 1861-1864. Absorvido pelas lutas partidárias, deixou o convívio das musas, para dedicar-se a advocacia e a imprensa, na capital do Império. Abandonou a política em 1867, dois nos depois de ter percorrido vários paises da Europa. De volta, foi nomeado juiz municipal de Caçapava (SP). Elegeu-se deputado provincial. Foi removido para comarca de Geremoabo (BA). Começou a sentir o organismo definhando em conseqüência do mal de que só muito tarde se apercebeu e que iria vitima-lo . procurou o clima de Ilhéus (BA), sem nada conseguir. Esteve, depois, nas cidades de Serro e Diamantina (MG). Tudo em vão. Afinal, a conselho medico, partiu para a Ilha da Madeira, onde não aportou. Faleceu a bordo do navio, a 24 de fevereiro de 1874.

BIBLIOGRAFIA.Paginas soltas (poesias), Recife, 1855. Ultimas paginas (poesia), Niterói, 1858. Ofenisia (quadros), Bruxelas, 1864. Uma cena de nossos dias (drama em 4 atos), Leipzing, 1864. Camerino (poesia) 1875.

CALASAS, Jose Brandão da Silva
Nasceu em Aracaju (SE), a 14 de julho de 1915, filho de Irineu Ferreira da Silva e D. Noemi Brandão da Silva. Na cidade natal estudou as primeiras letras e fez o curso secundário no Ateneu Sergipense. Em Salvador (BA), freqüentou a Faculdade de Direito da Bahia, bacharelou-se em 1937. Retornando a capital sergipana, lecionou no Colégio Estadual de Sergipe e na Escola Normal Rui Barbosa como catedrático aprovado com distinção em 1942, de Historia do Brasil e de Sergipe. Presidiu o Instituto Geográfico e Histórico de Sergipe no biênio 1945-1947. Fixou residência na capital baiana como diretor do SENAC, passando, em 1947, a ensinar nos principais estabelecimentos, como na Universidade Católica de Salvador. Desde 1961, docente de Historia do Brasil e catedrático de Historia Moderna e Contemporânea da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia. Pertenceu ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e de São Paulo. Foi presidente da Academia de Letras da Bahia. Manteve ativa colaboração em revistas e jornais, versando sobre Historia, alem de ser especializado em estudos sobre a Campanha de Canudos e Euclides da Cunha, e a respeito de folclore, notadamente ao tema cachaça, no qual e foi autoridade, tendo em 1958, presidido o III Congresso Brasileiro de Folclore.

BIBLIOGRAFIA; Aracaju. Contribuição a historia da capital de Sergipe, 1942.Temas de província (ensaio), 1944. O ciclo folclórico do Bom Jesus Conselheiro (folclore), 1950. Cachaça, moca branca (ensaio), 1951. Euclides da Cunha e Siqueira de Menezes (ensaio), 1957. Os vintistas e a regeneração econômica de Portugal (ensaio), 1959. No tempo de Antonio Conselheiro (ensaio), 1961. Fausto Cardoso (biografia), 1970. O folclore geo-historico da Bahia e seu recôncavo (ensaio), 1970.

D
DACELINO, Jose Severo
Jose Severo do Santos. Nasceu em Aracaju, no Aribé em final dos anos 40, descendente de família tradicional da cultura negra, dos canaviais de Santa Rosa e Riachuelo, a resistência religiosa em Aracaju. Nasceu de Odília Eliza da Conceição e de Acelino Severo dos Santos, neto e seguidor da famosa Iyalorisha Mãe Elza, afilhado do tão famoso Babalorisha Alexandre de Laranjeiras (SE), falecidos.
Militante ativo da resistência e tradição da cultura afro-sergipana, busca no resgate da memória tradicional, a preservação dos valores étnicos das diversas culturas introduzidas em Sergipe pela escravidão.
Em plena repressão política e social verificada em 1968 no Brasil, instala-se em Sergipe o Grupo Regional de Folclore e Artes Cênicas Amadorista Castro Alves, e posteriormente, CASA DE CULTURA AFRO-SERGIPANA, sua nova versão . ONI ODE do Iyle Ashe Opo Aira, vê na Religião Orixá (Candomblé) o ponto de irradiação e resistência da cultura negra.
Endereço. Casa de Cultura Afro-Sergipana - Rua Jane Bomfim,802 -, Siqueira Campos. CEP 49075-280 – Aracaju-SE.

BIBLIOGRAFIA. Panafrica África IYA NLA. Aracaju. Editora Memoriafro, 2002
Fonte. DACELINO, Severo. Panafrica África IYA NLA.

DANTAS, Orlando Vieira
Nasceu em Capela(SE)no Engenho Palmeira,em 28 de setembro de 1900 e morreu em Aracaju em 9 de abril de 1982. Filho de Manoel Correa Dantas - usineiro e político, deputado estadual, presidente da Assembléia e presidente do Estado - e Idalma Dantas. Estudou no Atheneu e faz, na Politécnica do Rio de Janeiro, o curso de engenheiro, abandonando antes do término. Voltando a Aracaju colaborou em vários jornais, fez politica e participou da vida intelectual do Estado. Foi eleito, em 1935, com a constitucionalização do Estado, prefeito de Divina Pastora. Fundadora da Esquerda Democrática, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte de 1947, e mais tarde transformada em Partido Socialista Brasileiro. De 1951 a 1955 Deputado Federal. Em 1956, sem mandato, recria a Gazeta Socialista,(13 de janeiro) nos moldes
do primeiro jornal, com o título, que editou entre 1948 e 1952. Mais tarde transformou a Gazeta Socialista em Gazeta de Sergipe. Esta considerada uma escola de jornalistas. Com a luta do seu jornal, que repercutiu no País, levou o governo do presidente Ernesto Geisel a crias, dentro da Petrobrás a Petromisa,para explorar os sais de potássio de Sergipe. Em 1974, ingressou na Academia Sergipana de Letras.

BIBLIOGRAFIA: Gazeta Socialista 1948 a 1952. O problema açucareiro em Sergipe. Política de desenvolvimento em Sergipe (1974). A vida patriarcal em Sergipe. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980. Revista Movimento (Editada pela Gazeta de Sergipe).

DANTAS, Paulo Neto
Nascido em Simão Dias (SE), a13 de janeiro de 1922, filho de João Paulo Dantas e D.Otacília Andrade Dantas.Transferiu-se com a família para Itabuna (BA), aos 16 anos. Aos 13 começou a colaborar no Tico-Tico e jornais da terra.Em 1937, reuniu os artigos no livrinho Mentalidade infantil.
Cursou ano e meio no Colégio Ipiranga (BA). Transferiu-se ainda jovem para Rio de Janeiro (GB), e trabalhou na Livraria Civilização Brasileira e no jornal D. Casmurro. Em tratamento de saúde viajou para Petrópolis (RJ) e para Belo Horizonte (MG), e fez sua estréia literária em1943. Veio para S.Paulo (capital). Em busca de melhor clima e repouso para a saúde abalada, ficou em Campos do Jordão (SP), de 1946 a 1950. curado, retornou a São Paulo. Secretario administrativo da Câmara Brasileira do Livro e diretor de edições da Livraria Francisco Alves. Participou de congressos de escritores, tendo ido ao Chile, 1954, no Congresso Internacional de Cultura. Diretor, em diversas gestões, da União Brasileira de Escritores de São Paulo. Trabalha no Fórum da Capital paulista como escrevente. Autodidata, colaborou e colabora em suplementos literários e figurou no conselho de redação da Revista Brasiliense.

Bibliografia: Aquelas muralhas cinzentas (novela), 1943, premio “Afonso Arinos’’, da Academia Brasileira de Letras”. As águas não dormem (novela), 1946. Cidade enferma (romance),1960, premio “ Coelho Neto’’, da Academia Brasileira de Letras e premio “ Mario Sette’’, do jornal de Letras. Trilogia Nordestina: Chão de infância (novela),1953.Purgatório (romance),1955.O de livro de Daniel (romance),1961.Biografias para a juventude (edições Melhoramentos): Tobias Barreto, 1952; Coelho Neto, 1953; Aluisio Azevedo, 1954; Mark Twain,1958.Capitão jagunço (novela), 1959. Estórias e lendas do norte e nordeste (antologias), 1961. Sertão do boi santo ( rapsódia para um filme),1961,Euclides,opus 66 (balada heróica), 1965. Rio em tempo de amor ( antologia) , 1965. Antologia euclidiana 1965. Quem foi Antonio Conselheiro? (biografia), 1966. Viaduto (romance), 1969. Menino jagunço (novela juvenil), 1968. O lobo do planalto ( romance), 1970. Presença de Lobato (biografia), 1973. Sagarana emotiva (cartas de J. Guimarães Rosa), 1975.

DEODATO, Alberto Maia Barreto
Nascido em Maruim (SE), a 27 de dezembro de 1896,filho de Jose Caetano Barreto e D. Inês Maia Barreto.Fez o curso completo no colégio Pedro II . Matriculou-se em 1915, na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro ( GB), em que se bacharelou em 1919. Durante o curso,ocupou o cargo de promotor adjunto da comarca de Capela,no seu Estado. Cedo começou a escrever na imprensa do Rio de Janeiro e Sergipe, em prosa e verso, sobre variados assuntos. Radicou-se no interior de Minas Gerais, onde completou a carreira como professor e político. Catedrático de Direito Internacional Publico e de Ciências das Finanças da Universidade de Minas Gerais.Vereador á Câmara Municipal de Belo Horizonte,deputado á Assembléia Legislativa,deputado federal.

Bibliografia: A cruz da estrada ( romance), Maroim,1915. Senzalas (contos), Rio de Janeiro,1919; 2ª ed.,1933. Canaviais ( contos), Rio de Janeiro, 1922, “Prêmio da Academia Brasileira de Letra.”. A doce filha do juiz ( romance), 1919. Flor tapuia ( opereta, representada no Rio de Janeiro). A pensão da nicota (comedia,representada no Rio de Janeiro). Um bacharel em apuros (comédia representada em Belo Horizonte). Roteiro da Lapa e outros roteiros.Os políticos e outros bichos domésticos.

DUARTE, Cipriano Correia
__Pseudônimos: Um Soldado Firme, Veritas, Epaminondas, Justos, Felício e Fileno. N. em S. Cristóvão (SE), a 17 de maio de 1852, filho de José Florêncio dos Santos e D. Maria Clara Beija-Flor dos Santos. Fez os estudos primários com vigário. Impossibilitado, por escassez de recursos, de terminar o curso de humanidades, envidou meios para colocar-se no funcionalismo público. Conseguiu ser administrador da Recebedoria Estadual, em que se aposentou, em 1917. Colaborou no Jornal de Sergipe e na Gazeta de Sergipe. Polemizou com Graco Cardoso, depois presidente do Estado.

Bibliografia: Eduardo ou Vinte anos depois (ensaio dramático), Aracaju, 1881. O Crime pela Honra ou O Segredo Inviolável (drama), Aracaju, 1887. O enjeitado (drama), Aracaju, 1881.

DUARTE, Cleóbulo Amazonas
___ N. em Aracaju (SE), a 2 de fevereiro de 1898, filho de Antônio Pedro Duarte e D. Irinéia Amazonas Duarte. Estudou as primeiras letras com a genitora em Maroim (SE). Em 1909, matriculo-se no Ateneu Sergipense, até o 5º ano. Em 1913, segui para Santos (SP) e, em 1914, morou no Rio de Janeiro (GB). No ano seguinte, matriculo-se na faculdade de farmácia. Abandonou o curso para seguir a carreira do Direito, bacharelando-se, em dezembro de 1921, quando se transferiu para Santos (SP). Exerceu o magistério e trabalhou na imprensa. Escreveu artigos sobre pintura e escultura, por cujo assunto tem especial inclinação. Diretor responsável Jornal da Noite, de Santos. Professor da Faculdade de Direito de Santos.

Bibliografia: Torre de Babel, Rio de Janeiro, 1919. D. Pedro II. Biografia de uma cidade. A atualidade de Rui Barbosa. Da prisão preventiva.

F
FARIAS, José Carlos da Costa
N.em Aracaju (SE) ,a 24 de janeiro de 1907,filho de Leopino da Costa Farias e D.Diamantina Vitória de Farias. Cursou o Ateneu Sergipense. Exerceu funções públicas. Dirigiu a revista Novidade. Membro de agremiações culturais.

Bibliografia: Grande redenção,Última confissão.O grande erro.Uma história de outras eras. Camerino,o poeta soldado.Caiçá.

FIGUEIREDO, Jackson de Martins
Pseudônimo: João José de Ataíde.N. Em Aracaju (SE), a 9 de outubro de 1891, filho de Luís de Figueiredo Martins e D.Regina Jorge de Figueiredo.Iniciou os estudos no colégio Americano, em Aracaju, de onde se transferiu para o Ateneu Sergipense.Em 1908, estudou em Maceió, no Liceu Alagoano.Publicou, na época, o primeiro livro de versos,Bater de Asas.Em 1909, matriculou-se na Faculdade de Direito da Bahia. Em 1910 fez parte do grupo estudantil Nova Cruzada, onde se promoveram tertúlias literárias e cívicas. Envolveu-se em incidentes com a polícia baiana, No Teatro Politeama, em 1912. Demorou-se vários meses num retiro campestre, meditando sobre as influências do meio estudantil e a escrever sobre a personalidade que mais lhe impressionara: o romancista e filosofo Xavier Marques, solitário da ilha de Itaparica(BA). Concluiu o Curso Jurídico,em 1913, e, no ano seguinte, viajou para o Rio de Janeiro (GB). Em 1915, visitou a terra natal,em missão política e publicou ensaio sobre Antônio Garcia Rosa, poeta sergipano,a quem Jackson desejou projetar no meio metropolitano.Nesse ano conheceu Farias Brito, a quem já se sentia ligado intelectualmente.Conviveu ,intimamente com o filósofo cearense e dele recebeu de marcante determinação para a forma”cão espiritual.A 25 de Março de 1916 casou-se com a cunhada de Farias Brito.No ano seguinte faleceu esse último,fato de grande repercussão no destino do pensador.Em 1918,foi acometido de influenza.tornou-se proprietário de livraria católica.

FONTES, CARMELITA PINTO
Professora de Língua e Literatura Luso-Brasileiras exerceu o Magistério Publico no Colégio Atheneu Sergipense, no Colégio de Aplicação da antiga Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe e na Universidade Federal. Fez curso de especialização em Lisboa. Jornalista, poetisa, cronista de estilo delicado e nobre, já publicou vários livros de poesia em parceria com Núbia Marques e Gizelda Morais. E a terceira Acadêmica de Sergipe.
Publicou Lições de Beleza – Prosa. Lição de Sabedoria – Prosa. Escreveu dezenas de crônicas para jornais de Aracaju e A Republica de Lisboa. Tempo de Dezembro em 1982.

FONTES, Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo
__Pseudônimos: H.F. H. Rens,Rins,Rons,Leo Fábio,Leo Zito, e P. O.Nino.Nasceu na vila do Boquim (SE), a 28 de agosto de 1888, filho de Francisco Martins Fonte e Dona Maria Araújo Fontes.Aos 5 anos estudou as primeiras letras com o Prof. Leão Magno. Três anos depois, levado para Aracaju freqüentou o colégio professor Alfredo Monte.Criança de grande precocidade surpreendia pela inteligência.Levado á presença do Dr. Martinho Garcez, governador do Estado,este ficou tão impressionado com o menino que o tomou sob a proteção e, em 1898,o levou para o Rio de Janeiro (GB).Cursou vários colégios e entrou para o Ginásio Nacional.Aos 15 anos,começou a publicar os primeiros trabalhos no Fluminense,de Niterói (RJ),e,depois,nas colunas da Rua do Ouvidor,de Serpa Junior.Em 1904 com Julio Surkhow e Armando Mota,fundou o jornal Estréia.Nesse ano,fez conferencia em Niterói(RJ), no teatro São João , sobre A Luz.Colaborou no Tagarela, Jornal do amigo Perez Junior,mais conhecido pelo Pseudônimo de Teles de Meireles.Estampou sonetos e poemas e manteve a secção “Moscas políticas”.Dedicou-se a fazer caricatura,as quais, muitas vezes,voltou,como derivativo.Em 11906 ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro(GB),bacharelando-se,em 1911.Quando,no terceiro ano da Faculdade lançou as Apoteoses , com que se sagrou um dos melhores poetas brasileiros da época.Rocha Pombo e Olavo Bilac,entre outros,escreveram criticas elogiosas.Redator do Diário de Noticias, fez campanha em prol de Rui Barbosa a presidência do país.Redigiu a secção humorística “Corda bamba” e as secções políticas “Através da opinião”e “Através da imprensa”, usando diferentes pseudônimos .Na defesa das idéias,contra o hermismo e a favor de Rui,chegou a enfrentar invencível Carlos Laet.Colaborou no Imparcial , de 1914 a 1923,com interrupções.Funcionários dos correios, exerceu varias comissões, dentre elas a de Oficial de Gabinete do Ministro da Viação.Redatoriou a Careta e o Fon-Fon e colaborou nos periódicos Tribuna,Imprensa,Atlântida,Brasil-Revista,Folha do Dia,Correio Paulistano,Revista das Revistas,Boletim Mundial,América Latina,Revista Sousa Cruz, e outros.Único redator da revista Frou-Frou,no período de março a abril de 1924.Sua vida não foi,todavia,feliz.Sofreu decepções e amarguras.Por cinco vezes tentou a Academia Brasileira de Letras,não conseguindo.Em 1931,devido á Revolução,viu desfeito o sonho de tornar-se deputado,e,tendo servido ao governo caído foi alvo de humilhações.Sofreu a dor de um lar desfeito e a traição de pessoas amigas.Carregado de complexos sobretudo pelo físico acanhado e a diminuta estatura,desnorteado por vicissitude,suicidou-se na noite de 25 de dezembro de 1930 , com um tiro de revolver.

Crítica: “Entretanto,Hermes Fontes é um poeta novo,rico de inspirações inéditas e insólitas.Todos os seus livros,até hoje,demonstra na unidade de seu espírito a profunda variedade de tons e de luzes,de idéias e de sentimentos.É, talvés,por isso,único pela exuberância e latitude ampla de irradiação.Por ser grande é exagerado,por ser completo é ou parece inteperante.Desde as Apoteoses---recebidas com imediatas consagrações,perfaz o poeta o seu ciclo ainda não acabado.(...) Mas o principal lâmpada velada é a sua filosofia,de tristeza e desengano da vida,de dolorosa experiência das coisas que tanta decepções nos deparam no curso da existência.(...) Todo livro respira a expressão que não diremos pessimista,mas real e verdadeira, que não pode deixar de o ser para as almas delicadas a quem repugnam os espetáculos cotidianos da vulgaridade” (João Ribeiro)

Bibliografia: Apoteoses (versos)1908. Gênesis (versos), 1913. A margem de um inquérito (notas biográficas), 1913.Ciclo de perfeição,1914.Mundo em chamas!,1914.Juízos efêmeros (prosa),1916.Miragem do deserto (versos),1917.Epopéia da vida,1917.Microcosmo (elogios dos insetos e das flores),1919.A lâmpada velada,1922.Despertar! (conto brasileiro),1922.Fonte da mata,1930. Escreveu ainda Pão de Lot (comédia); Dois por um (comedia); Futuro (drama moderno).

FONTES, Ilma
Nasceu em Aracaju no dia 4 de abril de 1947, jornalista, produtora de cultura, poetisa, onde fez todos os seus estudos, formando-se em Medicina, em duas especialidades: Psiquiatria e Medicina Legal, mas tem preferência pelo tratamento de jornalista, profissão que exerce no campo alternativo e oficial, sendo outra paixão o cinema, para o qual produziu alguns roteiros, em destaque o roteiroCigarras do Ócio, feito em parceria com o poeta Mário jorge, seu companheiro de movimento estudantil. Enquanto escreve seus poemas e os deixa esparsos por jornais e revistas, escreve a peça de teatro A Fina Flor, premiada no Festival Nacional de Teatro de São Mateus, no Espírito Santo, em 1987. Produziumais roteiros cinematográficos e dois filmes, Arcanos (O Jogo), de 1980, e o Beijo, este premiado no VII Festival Nacional de Cinema da Universidade Federal de Sergipe.
BIBLIOGRAFIA: Publicou seus poemas em jornais alternativos brasileiros - Blocos (RJ), Literarte (SP), Alto Madeira (RO), Poezine (RN), Fingidor (AM), Egoisme (MG), Correio do Sul (MG), editora do jornal O Capital, editora do Pipiri, participante da Antologia da Nova Poesia Brasileira, de Olga Savary, que reuniu na obra, de 1992, mais de quatrocentos poetas de todo os Estados brasileiros.

FONTES, JOSÉ MARIA
Nasceu na cidade de Riachuelo no dia 26 de junho de 1908. Ali estudou as primeiras letras, tendo feito o curso secundário em Aracaju, onde "viveu sempre como jornalista e funcionário público estadual". Morreu na capital do Estado em agosto de 1994.
BIBLIOGRAFIA: Publicou Versos em 1952, Sonho e Realidade 1955 e Trinta Poesias Curtas, em 1959. Como jornalista, o poeta teve grande atividades em Aracaju, fundando e dirigindo alguns jornais. Na revista Renovação e no jornal A República fez crítica cinematográfica, além de ter sido professor de inglês.

FONTES, José Silvério Leite
Nascido em Aracaju (SE), a 6 de abril de 1924,filho de Silvério da Silveira Fontes e D. Iracema Leite Fontes.Membro da cadeira nº 5, da Academia Sergipana de Letras.Professor de Introdução aos Estudos Históricos da Universidade da Federal de Sergipe.Professor de Historia da Escola Técnica Federal de Sergipe.Técnico de Educação do MEC.

Bibliografia: Jackson de Figueiredo__sentido de sua obra,Aracaju,1954.Formação do conceito de fato histórico na cultura ocidental , Aracaju, 1958. Valores e historicidade. CE,1962.

FONTES, Lourival
__ N. em Riachão(SE), a 20 de julho de 1899, filho de Sizino Martins Fontes e D. Maria Prima Fontes.Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro(GB).Diretor do DIP,Departamento de Imprensa e Propaganda.Chefiou a Casa Civil no governo Getúlio Vargas.Em 1934,dirigiu a delegação brasileira ao campeonato Mundial de Futebol na Itália.Embaixador do Brasil no México e no Canadá.Presidiu o Conselho de Defesa Econômica.Consorciou-se com a escritura Adalgisa Néri Fontes.F.,vitimado por edema pulmonar, no Rio de Janeiro (GB), a 7 de março de 1967.Os restos mortais foram transferidos para Aracaju (SE).

Bibliografia: Missão e demissão.Petróleo,política e população.Discurso aos surdos.Homens e multidões.

FONTES, Silvério Martins
N. em Aracaju (SE), a 11 de fevereiro de 1858, filho de José Martins Fontes e D. Francisca Fontes. Fez o curso de Medicina na Bahia. Doutorando-se, montou consultório médico em Santos (SP), onde se impôs pela capacidade profissional, aliada à cultura humanista. Casou-se com Isabel Martins Fontes, da estirpe dos Martins, colateral da árvore dos Andradas. Desse matrimônio houve 7 filhos, um deles o poeta José Martins Fontes. A sua vida, quase toda passada na cidade de Santos, constitui marco efetivo na história da cultura. Fundou, com Sotero de Araújo e Carlos Escobar, jornal A Questão Social, ao mesmo tempo em que lançou o Manifesto Socialista, cujo conteúdo mereceu a atenção dos homens públicos da recém-nascida República. Antes de tudo, um antecipado na visão dos problemas relacionados à promoção humana em nosso país. F. a 27 de junho de 1928, em Santos (SP).

Bibliografia: Livros científicos. Sua produção literária acha-se nos jornais e revistas da época.

FORTES NETO, José Bonifácio
N. em Aracaju (SE), a 20 de abril de 1926, filho de Arício Guimarães Fortes e D. Saudalina Passos de Guimarães Fortes. Professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Sergipe. Juiz Presidente da 2ª Junta de Conciliação e Julgamento de Aracaju (SE). Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Membro do Conselho de Ensino e Pesquisa da UFS, e outros cargos de relevo. Colaborou em jornais e revistas.

Bibliografia: Noções de cinema, 1953. Evolução da paisagem humana a cidade de Aracaju, 1954. Os cursos jurídicos e a realidade nacional, 1958. Gumercindo Bessa e o direito público, 1958. Felisbelo Freire, o estadista, o escritor e o constitucionalista. Contribuição à história política de Sergipe, 1953-1958. Histórico da atividade salineira e solodonil do Brasil. Informações sobre Itabaiana. Sergipe, democracia de raros. E outros sobre Direito e Geografia.

G
GARCEZ, José Augusto
N. em São Cristóvão (SE), a 19 de agosto de 1918, filho de Sílvio Sobral Garcez e D. Carolina Sobral Garcez. Fiscal do Banco do Brasil. Fundador-diretor do Movimento Cultural de Sergipe, do Museu Sergipano de Arte e Tradição. Jornalista, radialista e economista. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Recebeu a “Medalha de Ouro”, como o melhor produtor no campo cultural. Fundou e mantém várias bibliotecas e museus. Colaborou em jornais e revistas literárias e folclóricas.

Bibliografia: Prado Valadares (biografia), 1938. Crítica literária, 1948. Função policial, 1949. À margem da história de Sergipe. Influência dos museus na educação do povo, 1953. Tributo ao mérito, 1953. Invasão das estrelas, 1954. No interior da cidade subterrânea, 1954. Mensagens, 1954. Desejo morto, 1954. Tradições do fim do ano. Holandeses em Sergipe, 1954. Realidade e destino dos museus, 1959. Aurora de sangue, 1958. Prefácio in Em Sergipe Del Rey, de Luís da Câmara Cascudo.

GÓIS, Baltasar de Araújo
Pseudônimo: Tupi. N. em Itaporanga (SE), a 30 de outubro de 1853, filho do Capitão Francisco José de Góis e D. Maria Rosa de Araújo Melo. Fez o curso de Humanidades no Ateneu Sergipense. Ingressou no funcionalismo público, ao mesmo tempo em que lecionava no Ateneu Sergipense, e depois foi diretor. Pertenceu ao Clube Republicano e colaborou nos jornais: O Presente, O Correio de Sergipe, O Republicano, e outros, com o pseudônimo Tupi. F., em Aracaju (SE), a 13 de janeiro de 1914.

Bibliografia: Ordem e Progresso. A República em Sergipe. Biografia d Horácio Hora.

FREIRE , João.
__ Nascido em Aracaju (SE), a 4 de setembro de 1911, filho de José Augusto Ribeiro e D. Erundina Freire Ribeiro.Diretor técnico da Biblioteca Pública de Aracaju (SE).Jornalista.Pertence á Academia Brasileira de Letras,á Associação de Escritores do Brasil, à Academia Alagoana de Letras,ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

Bibliografia: De Jesus a Lenine,1932.Lusitânia,1940. Elogio de um mestre, 1959. Salomé (poema).Sahara(poemas orientais).Sinhozinho(poema).S.Cristóvão em Sergipe Del Rey.

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Fonte: http://www.biblioteca.ufs.br/sergipanos_todos.php
 

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