|
L
LEITE, Joaquim do Prado de Sampaio
N.em Aracaju (SE), A 3 de junho de
1865,filho do farmacêutico Joaquim do
Prado de Araújo Leite e D.Lídia Carolina
Alves Sampaio.Parente próximo, pela
linha materna, do poeta Castro
Alves.Estudou as primeiras letras na
cidade natal e fez o curso secundário no
Ateneu Sergipense.Bacharelou-se pela
Faculdade de Direito do Recife, em
1889.Nomeado promotor público de
Japaratuba (SE). Em 1893, secretário do
Tribunal de Relações.Exerceu a
magistratura, alguns anos,em
Pernambuco.Em 1905 regressou à terra
natal, lecionando Literatura e Lógica no
Ateneu Sergipense. Fez
advocacia.Deputado à assembléia
Constituinte de Sergipe. Colaborou em
vários Jornais. F. em data ignorada.
Bibliografia: Ensaios (versos), Aracaju,
18882. Lucubrações (versos), Aracaju,
1884. Retalhações (versos),
Sergipe,1887. Vida sergipana (contos
cientificistas), Recife, 1903.Lendas
sergipanas (versos), Recife, 1903.Poema
do ar (versos), Aracaju, 1904.
LIMA, Jackson Silva
N. em Aracaju (SE), Em 1940. Bacharel
pela Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Sergipe.
Colaborador da Gazeta de Sergipe.
Conselheiro da cultura de Sergipe,e
membro do Clube Sergipano de Poesia.
Bibliografia :Esparsos e inéditos de
José Sampaio (apresentação critica e
seleção),1868.História da literatura
sergipana, vol. I.
LIMA, Pedro Pinto da Mota
N. em Sergipe, em 1897.Jornalista. Líder
comunista.Cultivou o romance.F.,em
desastre de avião,na Cortina de Ferro,em
dezembro de 1966,com 69 anos.
Bibliografia : O Coronel Lousada
(romance),1926. Brouhaha (romance),1930.
Zamor (romance), Rio,1945. A fábrica de
pedra (romance),1963. O Brouhaha foi
traduzido,no Uruguai,por Justino Zavala
Muniz,e o romance Zamor foi vertido,na
Argentina,por Carmem Alfaya.
LOPES, Mara Rúbia
Nasceu em Aracaju no dia 6 de maio de
1951, tendo feito os estudos iniciais em
vários estabelecimentos, ora da rede
pública, ora na particular. O segundo
grau foi dividido em dois colégios de
sua cidade natal, Atheneu Sergipense e
Colégio Pio XI. Apaixonada pela
literatura desde cedo, em especial a
poesia, que começou a praticar desde os
16 anos, formada em Letras e jornalista
da Universidade Federal de Sergipe.
BIBLIOGRAFIA: Publicou a Líra do Poemaru
e boa parte da sua produção através da
coletânea Aperitivo Poético.
LUCAS, Renato Mazze
N.em Sergipe, filho de Raimundo Lucas
Leão e D.Petrina Mazze Lucas. Médico
psiquiatra. Ex-diretor do Serviço de
Assistência aos psicopatas. Contista,
premiado em concursos locais e
nacionais. Prêmio da Câmara Municipal de
Aracaju (SE), em 1961
Bibliografia: Anum Branco (contos), Rio
de Janeiro, 1961. Anum ,preto (contos),
Rio de Janeiro,1967.
M
MACHADO, Manuel Alves
N. em Propriá (SE), a 19 de abril de
1852, filho do Capitão Domingos Alves
Machado e D. Maria Lucinda Alves
Machado. Feitos alguns preparatórios
para o curso normal, deixou de
completá-los para assumir encargos de
família. Na escolha de profissão
liberal, preferiu a do magistério
particular. Exerceu, juntamente com os
cargos públicos, o de professor primário
em bairro de Aracaju (SE). Pertenceu a
diversas sociedades literárias.
Colaborou em O Raio, em que publicou
poesias. F., em Aracaju (SE), a 22 de
fevereiro de 1987.
Bibliografia: Aspirações (poesias),
Aracaju, 1877. No cárcere (poesias),
Aracaju, 1881. Flores da infância
(poesias didáticas e recreativas),
Aracaju, 1883. Deus vela pela inocência
(drama inédito). E outras peças
dramáticas e várias poesias.
MARQUES, Núbia Nascimento
Assistente Social, professora da
Universidade Federal de Sergipe,
romancista, jornalista e poetisa, com
vários livros publicados nos diversos
gêneros literários.
Publicou Um ponto duas divergentes –
poesia, Aracaju –Se 1959, Dimensões
poéticas - Sociedade de Cultura
Artística 1961. Sinuosas em carne e Osso
– crônicas, Aracaju – SE. 1961 Sinuosas
em carne e osso – crônicas, Aracaju, Se,
1962. Berço de Angustia – Romance 1967.
Maquinas e Lírios poesia 1971 - Aracaju
– Sergipe. Geometria do Abandono Poesia
, 1975, São Paulo. O Passo de Estefania
– 1 edicao e 2 edicao – Edições Achiame
– Rio de Janeiro 1980 e 1982. O sonho e
a sina. Participa da Coletânea – Contos
e Cronistas Sergipanos – 1979.
Primeira mulher acadêmica. Foi ela a
grande guerreira que venceu o tabu da
Academia Sergipana de Letras.
Falecida em 1999.
MENDONÇA, Manuel Curvelo de
Pseudônimo: Luckner. N. em Riachuelo
(SE), a 29 de julho de 1870, filho
Antônio Curvelo de Mendonça e D. Bárbara
Muniz Teles de Menezes de Mendonça.
Estudou preparatórios na cidade de Natal
e em Aracaju (SE) e seguiu para o Recife
(PE). Bacharelou-se pela Faculdade de
Direito do Recife, em dezembro de 1892.
fixou residência no Rio de Janeiro (GB),
no ano seguinte, e abraçou as carreiras
do magistério e da imprensa. Chefe de
seção da Intendência Municipal do antigo
Distrito Federal. Lecionou Direito
Mercantil e Economia Política no
Instituto Comercial. Ocupou, durante
algum tempo, o lugar de diretor dos
debates da Câmara dos Deputados.
Trabalhou, ativamente, na imprensa
periódica sobre os mais variados
assuntos. Em O País, desenvolveu melhor
as atividades intelectuais. Em 1910,
seguiu para a Europa em comissão da
diretoria da Instrução Pública do antigo
Distrito Federal, a fim de assistir aos
Congressos Pedagógicos de Bruxelas e
Paris. Na época, nomeado membro do
Conselho de Instrução Pública do Rio de
Janeiro (GB). Afeiçoou-se às doutrinas
do socialismo, havendo escrito o romance
A Regeneração, em que se mostra adepto
da doutrina de Tolstói. Colaborou, desde
os tempos de estudante, em numerosos
jornais e revistas, redigindo artigos de
crítica e contos. F., em Laranjeiras
(SE), a 17 de setembro de 1914.
Bibliografia: A regeneração (romance
social), H. Garnier, Paris, 1904. “A
morte de Silva Jardim”, in Anais, Rio de
Janeiro, 1906, nº 78, pp. 238-39.
“Guimarães Rebelo” (estudo sobre a
individualidade literária do escritor),
in Brasil Revista, Rio de Janeiro, 1910,
nº 7.
MENEZES, Simeão de Aguiar Botto de
Pseudônimos: Américo Brasil e Petronius.
N. em Laranjeiras (SE), a 8 de outubro
de 1872, filho do desembargador Gonçalo
de Aguiar Botto de Menezes e D. Maria da
Piedade Botto de Menezes. Depois de
cursar o Liceu Paraibano, seguiu para
Recife, em cuja Faculdade de Direito se
bacharelou, em 1912. Retornando à
Paraíba, começou a escrever na imprensa
oposicionista, colaborando no Estado da
Paraíba, assinando crônicas sob o
pseudônimo de Américo Brasil. Exerceu a
magistratura no interior do Ceará. Tinha
vocação para a tribuna,m herdada do pai.
F., na capital da Paraíba, a 1º de junho
de 1915.
Bibliografia: Flanando... (crônicas).
MONTALVÃO, Elias do Rosário
N. em Campos (SE), a 17 de abril de
1873, filho de Joaquim José Montalvão e
D. Hermenegilda Serva de Nazaré. Fez os
estudos preparatórios em Aracaju (SE).
Formou-se em Odontologia na Faculdade de
Medicina da Bahia, em 1909. Trabalhou no
comércio de Aracaju (SE). Praticante da
Tesouraria de Aracaju (SE), e em 24 de
outubro de 1897, 4o escriturário do
Tesouro Nacional, depois removido para a
Delegacia de Aracaju (SE). Colaborou, em
1890, na Gazeta de Domingo. Fundador de
O Caixeiro, de Aracaju. Desconhece-se a
data de falecimento.
Bibliografia: Pelo direito e pela
História de Sergipe (conferência), 1915.
Comarca do Rio Real (conferência), 1915.
Meu Sergipe, Aracaju, 1916. Limites
Sergipe-Bahia, Aracaju, 1918. História e
corografia de Maroim, Aracaju, 1921.
MORAIS, Gizelda Santana
Professora aposentada pela Universidade
Federal de Sergipe. Publicou o seu
primeiro livro de poesias, ROSA DO
TEMPO, aos 18 anos pelo Movimento
Cultural de Sergipe 1958. Seguido de
outros, individuais e em parceria.
Graduada em Filosofia pela UFBA e
doutora em psicologia Lyon – Franca.
Dedicou-se a pesquisa e ao ensino
universitário nas áreas de psicologia e
educação, em Sergipe, na Bahia e, como
convidada, na Universidade de Nice
Franca. Nesse campo publicou vários
trabalhos em livros e revistas nacionais
e estrangeiros. Seu primeiro romance,
Jane BRASIL, foi editado em Aracaju em
1986 e o segundo, IBIRADIO, as várias
faces da Moeda, baseado nos fatos da
Conquista de Sergipe, em 1990; Franca –
1999, Preparem os Agogôs Bagaço, Recife,
1996, Absolvo e Condeno Vertente, São
Paulo, 2000, Feliz Aventureiro,
Scortecci Editora, São Paulo, 2001.
MORENO, João Batista Perez Garcia
N. em Laranjeiras (SE), a 12 de dezembro
de 1910, filho de Pedro Garcia Moreno e
D. Maria Ambrosina Brandão Moreno.
Iniciou o curso primário em Santos (SP),
terminando-o em Maroim (SE) e fez o
secundário em Aracaju (SE). Em Salvador
(BA) ingressou na Faculdade de Medicina
da Bahia, doutorando-se em 1933.
Catedrático de Medicina Legal da
Universidade Federal de Sergipe.
Publicou trabalhos científicos em
revistas especializadas e em livros.
Dedica-se à literatura.
Bibliografia: Letras vencidas
(crônicas), 1950. Cajueiros dos
papagaios (contos), 1956. Doce província
(contos), 1964.
N
NUNES, Maria Thetis
Professora de Geografia e Historia,
licenciada pela Universidade Federal da
Bahia, lecionou no Colégio Estadual
Atheneu Sergipense, sendo a primeira
mulher a dirigir esse estabelecimento de
ensino, o que fez com muita competência
e autoridade. Pesquisadora da Historia
de Sergipe, tem vários livros e
monografias publicados. Foi presidente
do Instituto Histórico e Geográfico,
sendo reeleita por vários pleitos
consecutivos. Já foi vice-reitora da UFS
e a primeira mulher a assumir o cargo de
Reitor em exercício. E a terceira
acadêmica de Sergipe
BIBLIOGRAFIA. Os Árabes sua contribuição
a civilização ocidental. Aracaju.
Gráfica J. Andrade, 1945. Ensino
secundário e sociedade brasileira. Rio
de Janeiro. MEC;ISEB,1962. Sergipe no
processo da independência do Brasil.
Cadernos da UFS. N.2, 1973. Silvio
Romero e Manoel Bomfim. Pioneiros de uma
ideologia nacional. Cadernos da UFS. N.
4, 1976. Ocupação territorial da Vila de
Itabaiana. A disputa entre lavadores e
criadores. Separata dos Anais do VIII
Simpósio dos professores universitários
de Historia. São Paulo, 1976. Historia
de Sergipe a partir de 1820. Rio de
Janeiro. Cátedra. Brasília, INL,1978.
Historia da educação em Sergipe, Rio de
Janeiro, Paz e Terra, Aracaju,
Secretaria de Educação e Cultura do
Estado de Sergipe. Universidade Federal
de Sergipe, 1984. Manuel Luiz Azevedo d
Araújo, educador da ilustração.
Brasília, INEP, 1984. (Premio Grandes
Educadores Brasileiros. 1984) Sergipe
Colonial I. Rio de Janeiro, Tempo
Brasileiro, Sergipe, Universidade
Federal de Sergipe, 1989. Sergipe
Colonial II. Rio de Janeiro, Tempo
Brasileiro, 1996.
P
PASSOS SUBRINHO, Josué Modesto dos
Nasceu em Ribeirópolis (SE), graduou-se
em Economia, na Universidade Federal de
Sergipe e obteve os títulos de mestre e
doutor em Economia na Universidade
Estadual de Campinas, UNICAMP. É
professor do departamento de Economia da
Universidade Federal de Sergipe, desde
1980 . Tem pesquisado temas relacionados
às questões do desenvolvimento econômico
e da transição do trabalho escravo para
o trabalho livre, os resultados dessas
pesquisas foram apresentados e
publicados em anais de associações
cientificas como a ANPEC (Associação
Nacional dos Centros de Pós-Graduação e
Economia) e ABPHE (Associação Nacional
dos Centros de Pós-Graduação e Economia)
e ABPHE (Associação Brasileira de
Pesquisadores em História Econômica).
Ocupou, desde novembro de 1996, o cargo
de Vice-Reitor da Universidade Federal
de Sergipe e atualmente exerce o mandato
de Reitor pelo período de 2005 a 2008.
BIBLIOGRAFIA: História Econômica de
Sergipe (1850-1930): Reordenamento do
trabalho: Trabalho Escravo e Trabalho
Livre no Nordeste Açucareiro. Sergipe
1850/1930.
PINA, MARIA LIGIA MADUREIRA
Natural de Aracaju, licenciada em
Historia e Geografia pela antiga
Faculdade Católica de Filosofia de
Sergipe. Lecionou no Colégio Estadual
Atheneu Sergipense, no Instituto de
Educação Rui Barbosa, no Colégio de
Aplicação da UFS e em vários Colégios da
rede particular de ensino. Hoje
aposentada dedica-se a Literatura.
Poetisa publicou através da Secretaria
de Cultura do Estado FLAGRANDO A VIDA.
Cronista, contista, pesquisadora
lançando A Mulher na Historia trabalho
realizado através de entrevistas e
consultas bibliográficas, leituras de
livros referentes ao assunto, jornais,
revistas. Vem contribuindo para Jornais
da Capital como. Jornal da Cidade, A
Tarde, O Popular, Folha da Manha e
Letras Sergipanas, este da Academia
Sergipana de Letras. Teatróloga encenou
com alunos do Atheneu o Ponto Omega e
com alunos do CODAP-UFS, O Viajante do
Tempo, Os Caminhos da Filosofia,
Patrícios x Plebeus, A Reportagem
Especial, entre outros. Historiadora -
tem inéditos, mas aplicados aos alunos
do CODAP-UFS Tudo Isso e o Brasil e
Historia do Brasil da Colônia a
Revolução de 1930, alem de Palestras e
Discursos em eventos diversos.
Cursou o Seminário de Sistemas
Educacionais de Israel em Israel e o de
Educação Comparada Brasil-Israel, no Rio
de Janeiro, em 1989. Fez vários outros
cursos ligados a Historia, Literatura e
dois de Dicção.
PINTO, Elzeário Prudêncio da Lapa
N.em S.Cristóvão (SE), a 28 de abril de
1839,filho do capitão José Pinto da Cruz
e D. Maria de S. José da Lapa Pinto. Na
terra natal, dedicou-se ao magistério.Em
breve, abandonou-o para dedicar-se ao
funcionalismo público, nomeado
praticante do Tesouro Geral da Fazenda
,conseguindo acessos na
carreira..transferiu-se para a Bahia, e
exerceu o cargo na Recebedoria de
rendas.Abandonando as funções,enveredou
pela política partidária, sendo nomeado
autoridade policial, num dos distritos
da capital baiana. Quando estalou a
guerra com o Paraguai, formou batalhão
de voluntários que acompanhou até o Sul,
de onde regressou sem chegar ao teatro
das operações. Residiu no Rio de Janeiro
(GB), onde se dedicou ao estudo da
medicina homeopática. Em pouco, possuía
clínica particular. Transportou-se para
o Peru, onde obteve carta de médico.
“Poeta, vivendo num mudo de ilusões,
jamais se preocupou com os vaivens da
fortuna, sempre indiferente às
imposições da vida material, sem se
advertir dos dias aziagos que se
aproximavam”. Publicou muitas produções
pelos jornais em gêneros diversos: a
nota predominante, na opinião de Sílvio
Romero, foi o gênero épico-lírico. Nesse
estilo, escreveu em 1895 O festim de
Baltazar, “uma das poesias mais belas da
língua portuguesa no século XIX”. Em
dias de julho de 1890, sem forças para
apagar os golpes da adversidade,
principiou a sofrer das faculdades
mentais, de que não se curou. F., na
Boca do Mato, Estação do Meyer (RJ), a
22 de novembro de 1897.
Bibliografia: Poesias esparsas em
jornais da época. Inéditos: Estudos
sobre as reformas, em 3 vols. Sergipe
(poema em 3 cantos, composto em 1860).
Itaporanga (poesia).
PRATA, Ranulfo Hora
N. no Lagarto (SE), a 4 de maio de
1896,filho do Coronel Felisberto da Hora
Prata e D. Ana Hora Prata. Fez os
estudos primários em Simão Dias (SE) e
na Estância (SE) e o curso secundário na
Bahia. Matriculou-se na Faculdade de
Medicina de Salvador (BA), que cursou
até o 4o ano. Transferiu-se para a
Faculdade congênere do Rio de Janeiro
(GB), doutorando-se em 1920. Viveu a
maior parte de sua vida em S. Paulo,
clinicando em Mirassol (SP) e, depois,
em Santos (SP). Um dos melhores amigos
do romancista Lima Barreto, que passou
uma temporada em sua companhia, em
Mirassol. Estreou na literatura, em
1918, com o romance O triunfo. F. , em
Santos (SP), em 1942.
Bibliografia: O triunfo (romance de
costumes), Rio de Janeiro, 1918. Dentro
da vida (romance), Rio de Janeiro, 1922.
O lírio na torrente (romance), 1925. A
longa estrada (contos), 1925. Lampião
(estudos), 1934. Navios iluminados
(romance, 1937).
R
REIS, Pe Ângelo dos
N. no Ro Real (SE), em 1664. Entrou para
a Companhia de Jesus, a 8 de novembro de
1681. Ordenou-se sacerdote, em 1693.
Professor, na Bahia e no Rio de Janeiro,
de Filosofia, Teologia, e prefeito dos
estudos de humanidade. Pregador notável.
Durante algum tempo, foi secretário do
Pe Antonio Vieira. Membro Supranumerário
da Academia Portuguesa de História.
Superior da Aldeia Canabrava, no sertão
da Bahia, onde faleceu de antraz.
Conhecendo a natureza da doença,
escreveu ao Reitor do Colégio da Bahia
prevendo a morte, a 21 de dezembro de
1723.
Bibliografia: Sermão da Restauração da
Bahia, pregado na Sé da mesma cidade, em
dia dos apóstolos S. Felipe e Santiago,
Lisboa, 1706. Sermão da canonização do
grande apóstolo do Oriente S. Francisco
Xavier pregado no dia da mesma festa no
Colégio do Rio de Janeiro, Lisboa, 1709.
Sermão de N. S. de Belém pregado no
seminário de mesmo nome, e na primeira
oitava do Natal no Ano de 1716, Lisboa,
1718. Sermão da soledade da mãy de Deos
pregado na Sé da Bahia, no ano de 1718,
Lisboa, 1719. Ode, Admodum D. D.
Sebastiano Monteyro da Vide
Metropolitano Líbano Antbistili
Brasiliense Panegiris, Censura do MRP
Angelodos Reys, 17-5-1716. Carta ao P.
Geral, do Rio de Janeiro, 8-2-1704.
RIBEIRO, João Batista de Andrade
Fernandes
Pseudônimos: Nereu, João Fernandes, Xico
Late, Y., N., Rhizophoro, Rizophoro
(-H), J. R. e Xyz. N. em Laranjeiras
(SE), a 24 de junho de 1860, filho de
Manuel Joaquim Fernandes e D.
Guilhermina Rosa Ribeiro Fernandes.
Tendo perdido o pai cedo, foi criado na
casa do avô, admirador de Herculano e
Saldanha Marinho, e possuidor de muitos
livros, os quais contribuíram para a
formação do espírito do neto, que e
dedicava à pintura e à música, tocando
flauta, piano e órgão. Aos 13 anos,
escrevia versos. Em Aracaju (SE) estudou
no Ateneu de Sergipe, sendo sempre o
melhor aluno. Ingressou na Faculdade de
Medicina de Salvador. Abandonou o curso
e seguiu para o Rio de Janeiro (GB),
matriculando-se na Escola Politécnica,
que deixou. Sua vocação era para as
letras. Levou na bagagem alguns livros
começados, entre os quais, a coletânea
de poesias, Idílios modernos, que
obtiveram de Silvio Romero, conterrâneo
e grande amigo, entusiástico artigo na
Revista Brasileira. Apesar das
instâncias do amigo, não publicou o
livro. Desde que chegou ao Rio de
Janeiro dedicou-se ao jornalismo,
convivendo com José do Patrocínio,
Quintino Bocaiúva, Alcindo Guanabara.
Lecionou no Colégio São Pedro de
Alcântara e Colégio Alberto Brandão. Em
1885, prestou concurso na Biblioteca
Nacional, para oficial de secretaria,
cargo que ocupou durante cinco anos.
Trabalhou na Época, de Zeferino Cândido,
de 1887 a 1888, escreveu, com Artur
Azevedo, redator do jornal, e com aquele
primeiro, o romance Os mistérios da
Prainha. Em 1887, prestou concurso no
Colégio Pedro II, para a cadeira de
Português, com a tese Morfologia e
colocação dos pronomes. Conseguiu a
cadeira de História Universal, 3 anos
depois do concurso. Em 1889, casou-se
com Maria Luisa da Fonseca Ramos, com
quem teve 16 filhos. De 1889 a 1890,
escreveu no Correio do Povo a seção
“Através da Semana”. Em 1894,
bacharelou-se pela Faculdade de Direito
do Rio de Janeiro (GB). Nesse tempo,
escrevia em A Semana, de Valentim
Magalhães, onde se candidatou a concurso
de contos, obtendo o primeiro lugar com
o trabalho S. Boemundo. Nesse jornal,
publicou série de artigos sobre
filologia. Em 1895, na Europa, residiu,
mais de um ano, em Berlim, onde editou
em português a revista O Mundo Novo,
cuja edição financeira era do irmão mais
velho, Júlio César Ribeiro. Estava em
função do governo brasileiro,
comissionado para estudar a instrução
pública nos diversos países. Da
Alemanha, foi para a Itália, Inglaterra
e França. Representou o Brasil no
Congresso de Propriedade Literária, em
Dresde, e na Sociedade de Geografia de
Londres. Nessa viagem, dedicou-se à
pintura, de que recebera ensinamentos de
Batista da Costa, no Rio de Janeiro. Em
Berlim, freqüentou as aulas do prof.
Wildebruck Winck e, na segunda viagem à
Europa, em 1901, entrou para a classe do
prof. Bartezzago, em Milão. Em 1898, foi
eleito para a Academia Brasileira de
Letras, cadeira nº 31, vaga de Luís
Guimarães Júnior, o primeiro acadêmico
eleito depois de completada a Academia.
Em 1900, realizou, no Rio de Janeiro,
exposição de quadros. Um dos principais
promotores da reforma ortográfica de
1907. Nesse ano, dirigiu o Almanaque de
Garnier, fundado em 1903, sendo, desde
então, o mais assíduo colaborador. Em
1912, trabalhou no Imparcial, fazendo
durante 10 anos, crítica literária, sob
diversos pseudônimos. No ano seguinte, a
convite do diretor da Biblioteca
Nacional, realizou série de palestras
sobre folclore. Voltou, pela terceira
vez, à Europa, em 1914, pretendendo
fixar residência na Suíça. Para tanto,
leiloou tudo o que possuía, incluindo
sua preciosa biblioteca. Com a guerra
regressou ao Brasil. Em 1920, colaborou
o Jornal, publicando vários ensaios.
Escreveu na Gazeta de Notícias, Jornal
do Brasil e Estado de S. Paulo, onde
publicou perto de 500 artigos. Colaborou
na Revista Sul-americana, Revista da
Língua Portuguesa, Ciências e Letras,
Revista Nacional, Revista da Educação,
Revista da Academia Brasileira, Revista
de Filologia, Revista Souza Cruz, e
outras. F., no Rio de Janeiro (GB), a 13
de abril de 1934. Na Academia Brasileira
de Letras, foi substituído por Paulo
Setúbal.
Bibliografia: Poesia :Tenebrosa lux,1881.Dias
de sol,1884.Avena e cítara. Versos,
1890.Intermesso,de Hei (trad),1894. Auto
das guerras de amor.Filologia (obras
didáticas):Morfologia e colocação dos
pronomes,1886.Gramática
portuguesa,1886-1887 ( 1º,2º,3º ano do
curso médio).Exame de português,1887.
Dicionário gramatical,1889.Estudos
filológicos ,1902.Livro de
exercícios,1908. Frases feitas, 1908.
Gramática de Hilário Ribeiro, 1908.
Exame de admissão para os ginásios,
1916. A língua nacional, 1921.
Curiosidades verbais,1927. História:
História antiga. O Oriente e Grécia,
1892. Ensino cívico, de Silvio Romero,
com prefácio e vocabulário de João
Ribeiro, 1894. História do Brasil, 1900
(três edições para os cursos primário,
médio e superior). Compêndio de história
da literatura brasileira, 1906. História
universal, 1918. As nossas fronteiras,
1930. História da civilização,1932.
Memórias: A instrução pública –
primária, secundária e técnica, 1890.
Memória histórica, 1901. Memória dos
sucessos ocorridos no ginásio nacional
no ano de 1903, 1904. Crítica: Obras
poéticas de Cláudio Manuel da Costa (Glauceste
Satúrnio), 1903. Estudo crítico e
anotações na “arte de furtar” (composta
no ano de 1652, pelo Padre Vieira),
1907. Goethe, nas Obras filológicas,
críticas literárias de João
Ribeiro,1932. Antologias: Autores
contemporâneos, 1896. Páginas escolhidas
da Academia Brasileira (com a
colaboração de Raimundo Correia e Mário
de Alencar), 1906. Seleta clássica,
1905. Satíricos portugueses, por José da
Fonseca, com introdução crítica e
anotações de João Ribeiro, 1910. Ramiz
Galvão, com anotações de João Ribeiro,
1922. Ensaios: Páginas de estética,
1905. O fabordão (Crônica de vário
assunto), 1910. O folclore (estudos da
literatura popular), 1919. Notas de
história, de arte e de ciência, Colméia,
1923. Cartas devolvidas, 1926. Ficção:
S. Boemundo, 1894. Floresta de exemplos
(coleção de 53 contos), 1931. Traduções:
Crepúsculo dos deuses (contendo contos
de escritores alemães), 1905.
Almanaques: Almanaque Garnier, de 1907 a
1914. Almanaque Alves, 1916.
Dicionários: Novo Dicionário
Enciclopédico da Língua Portuguesa, de
Simões da Fonseca (refundido, aumentado
e melhorado por J. Ribeiro), 1926.
Academia Brasileira de Letras,
Dicionário Brasileiro da língua
portuguesa, 1928.
ROMERO, Silvio Vasconcelos da Silveira
Ramos
Pseudônimo: Feuerbach. N. na Vila do
Lagarto (SE), a 21 de abril de 1851,
filho de André Ramos Romero, negociante
de bons haveres, e D. Maria Vasconcelos
da Silveira Ramos Romero (segundo
informação de Silvio Romero, em
entrevista a João do Rio) ou D. Maria
Joaquina da Silveira (conforme consta da
certidão de batismo, apresentada pelo
filho Nelson Romero), ambos de
procedência lusitana. Fez os primeiros
estudos no lugarejo natal, dirigido pelo
prof. Badu. Aos 12 anos, em 1863,
estudou os preparatórios na Corte.
Cursou até 1867, como aluno interno, o
antigo Ateneu Fluminense, dirigido por
sacerdote católico. Em fevereiro do ano
seguinte, chegou a Recife (PE), para
cursar a Faculdade de Direito, com 17
anos. Castro Alves acabava de deixa-la.
Tobias Barreto, cursando o 4o. ano, já
se impunha à admiração da mocidade
acadêmica, quase da mesma idade, seu
contemporâneo. A 12 de novembro de 1873,
bacharelou-se. O seu aparecimento na
imprensa do Recife verificou-se em fins
de 1869. Fê-lo com a monografia: A
poesia contemporânea e a sua intuição
naturalista. Depois produziu versos e
série de artigos de combate ao
romantismo em geral e, particularmente,
à poesia da época. Colaborou, em 1871,
no Correio Pernambucano, Diário de
Pernambuco, Jornal de Recife e A
República. Em 1874, foi nomeado promotor
da comarca de Estância (SE), onde pouco
demorou. Tentou a política, quando foi
eleito deputado provincial. O discurso
de esteia foi o primeiro e o último. A
sua vocação era inclinada ao magistério.
Em 1875, submeteu-se a concurso para a
vaga de Filosofia do Colégio das Artes,
como designavam o curso de preparatórios
anexo à Faculdade de Direito de Recife.
Não conseguindo, por motivos de
política, emigrou para o Rio de Janeiro
(GB). Antes casou com a jovem Clarinda
Diamantina Correia de Araújo, de 15
anos, e que seria a “primeira edição”,
como dizia, pois casou três vezes.
Chegou ao Rio de Janeiro em meados de
1876. Juiz municipal de Parati (RJ),
onde se demorou 2 anos e meio. Ali pouco
escreveu. Dedicou-se, na folga dos
trabalhos, a observar as cantigas e
costumes populares. Em princípio de
abril de 1870, deixou Parati e fixou-se
no Rio de Janeiro (GB). No ano seguinte,
fez concurso para preenchimento da
cadeira de Filosofia do Colégio Pedro
II, e ganhou-a. Colaborou em O Repórter,
de Lopes Trovão, com o pseudônimo
Feuerbach. Colaborou na Revista
Brasileira. Um dos fundadores da
Academia Brasileira de Letras, cadeira
no. 17, patrono Hipólito da Costa. A 18
de dezembro de 1906, no discurso de
recepção a Euclides da Cunha, na
Academia, sua oração provocou escândalo.
Em longo trabalho, fez acres invectivas
ao governo da República, na presença do
presidente Afonso Pena. Segundo Afrânio
Peixoto, começou Medeiros e Albuquerque,
ao lado do orador, a subtrair tiras e
mais tiras que jogava ao chão,
distraindo a assistência, que atentava
nesta distração, e não nas invectivas.
Em 1910, foi jubilado do Colégio Pedro
II. Tendo adoecido, no ano seguinte,
transferiu-se para Juiz de Fora (MG).
F., no Rio de Janeiro (GB), a 18 de
junho de 1914.
Bibliografia: A poesia contemporânea,
Recife, 1869. A filosofia no Brasil, Rio
de Janeiro, 1878. Cantos do fim do
século, Rio de Janeiro, 1878. A
literatura brasileira e a crítica
moderna, Rio de Janeiro, 1880.
Introdução à história da literatura
brasileira, Rio de Janeiro, 1882. Contos
populares do Brasil, Rio de Janeiro,
1883. Ensaios de crítica parlamentar,
Rio de Janeiro, 1883. Últimos arpejos,
Porto Alegre, 1883. Valentim Magalhães,
Rio de Janeiro, 1884. Estudos da
literatura contemporânea, Rio de
Janeiro, 1885. História da literatura
brasileira (2 vols.), Rio de Janeiro,
1888. Estudos sobre a poesia popular no
Brasil, Rio de Janeiro, 1888. Etnografia
brasileira, Rio de Janeiro, 1888. Luís
Murat, Rio de Janeiro, 1891. História do
Brasil, Rio de Janeiro, 1891.
Parlamentarismo e presidencialismo na
República brasileira, Rio de Janeiro,
1893. Doutrina contra doutrina – o
evolucionismo e o positivismo no Brasil,
Rio de Janeiro, 1894. Ensaios de
filosofia do direito, Rio de Janeiro,
1895. Machado de Assis, Rio de Janeiro,
1897. Novos estudos de literatura
contemporânea, Rio de Janeiro – Paris,
1897. Ensaios de sociologia e
literatura, Rio de Janeiro, 1901.
Martins Pena, Porto, 1901. Parnaso
sergipano, Aracaju, 1904. Passe recibo,
Belo Horizonte, 1904. Discurso, Porto,
1904. Evolução do lirismo brasileiro,
Recife, 1905. Outros estudos de
literatura contemporânea, Lisboa, 1905.
Compêndio de história da literatura
brasileira (em colab. com João Ribeiro),
Rio de Janeiro, 1906. A pátria
portuguesa, Lisboa, 1906. A América
Latina, Porto, 1906. Zeverissimações
ineptas da crítica, Porto, 1909.
Provocações e debates, Porto, 1910.
Minhas contradições, Bahia, 1914. O
Brasil social, Rio de Janeiro, 1907.
Quadro sintético da evolução dos gêneros
na literatura brasileira, Porto, 1911. A
história do Brasil pela biografia de
seus heróis, Rio de Janeiro, 1890.
S
SAMPAIO, Francisco Leite de Bitencourt
N. em Laranjeiras (SE), a 1º de
fevereiro de 1834, filho de negociante
português do mesmo nome e D. Maria de
Santana Leite Sampaio. Principiou os
estudos na Faculdade de Direito do
Recife (PE), interrompendo-os em 1856,
para acudir aos conterrâneos por ocasião
da epidemia do colera-morbus. Continuou
o curso de Direito em S. Paulo, onde se
bacharelou em 1859, quando se tornou
figura popular “com seus crescidos
cabelos loiros e casaca azul e botões
amarelos”. Poeta lírico, político e
jornalista, por pouco tempo pertenceu ao
funcionalismo público como promotor de
Itabaiana e Laranjeiras (SE). Em março
de 1861, mudou-se para o Rio de Janeiro
(GB), onde abriu banca de advogado. Foi
eleito deputado geral pela província nas
legislaturas de 1864-1866 e 1867-1870.
Presidente do Espírito Santo, entre os
dois períodos legislativos. Em 1870,
desligou-se dos partidos monárquicos,
assinando com Quintino Bocaiúva o famoso
manifesto republicano. Com a proclamação
da República, foi chamado a ocupar
cargos públicos, como redator dos
debates da Assembléia Constituinte, de
1889 a 1892, e diretor da Biblioteca
Nacional. Quintanista de Direito, em S.
Paulo, em 1859, escreveu os versos para
o Hino Acadêmico, posto em música pelo
jovem Carlos Gomes, que se tornou famoso
através das gerações. Outros versos de
sua autoria, na mesma ocasião, foram
musicados por Carlos Gomes, daí
resultando na modinha Quem Sabe?
Conhecida em todo o Brasil.
Bibliografia: Poesias (em conjunto com
Macedo Soares e Salvador de Mendonça),
S. Paulo, 1859. Flores silvestres
(poesias), Rio de Janeiro, 1860. Poemas
da escravidão (com traduções de
Longfellow e produções originais), Rio
de Janeiro, 1884. A divina epopéia de S.
João Evangelista (trasladada para versos
heróicos em português), Rio de Janeiro,
1882.
SAMPAIO, José de Aguiar
N. em Carmópolis (SE), a 2 de maio de
1914, filho de Gaspar Sampaio e D.
Honorina de Aguiar Sampaio. Estudou as
primeiras letras na terra natal.
Freqüentou aulas noturnas em Riachuelo e
Capela. Em Riachuelo começou escrevendo
seus versos nas calçadas, muros e mesas
de café. Fixando-se em Aracaju (SE),
tornou-se caixeiro-viajante. Solteiro e
boêmio, percorria o interior do Estado,
mensageiro da nova poesia. Foi
comerciante em Itaporanga e Feira de
Santana (BA). Colaborou em jornais e
revistas sergipanos, cariocas, paulistas
e baianos. Sobre o precursor da poesia
moderna em Sergipe, escreveram vários
escritores de nomeada. F. a 3 de abril
de 1956.
Bibliografia: Nós acendemos as nossas
estrelas. Obras completas, ed. do
movimento Cultural de Sergipe, 1956.
SANTOS, José Barreto dos
Pseudônimos: Cipriano e Philon. N. em
Campos (SE), a 22 de março de 1881,
filho de Antônio Francisco dos Santos e
D. Adelaide Augusto do Rosário.
Freqüentou o Ateneu Sergipense,
transferindo-se para a Bahia, onde
completou a educação em letras e em
música. Retornou à terra natal, onde
exerceu funções públicas. Colaborou na
revista mensal baiana Nova Cruzada, de
que foi um dos fundadores em 1901, em O
Estado de Sergipe, na Folha de Sergipe e
em A Razão. Poeta, músico e jornalista.
F., em Campos (SE), a 29 de abril de
1915.
Bibliografia: Crisóis (versos).
SANTOS, Manoel Pompílio dos
Pseudônimo: Raul D’Alva. N. em Maroim
(SE), a 25 de dezembro de 1875, filho do
Capitão Luciano José dos Santos e D.
Francisca de Sales Conceição Santos. Não
teve curso regular em letras, porém
muito aproveitou na assídua freqüência
ao Gabinete de Leitura da cidade natal,
na qual aprendeu a arte tipográfica,
praticando nas oficinas de O Maroinense,
jornal local. Com o empastelamento desse
órgão, mudou-se para Santos (SP).
Continuou na profissão de tipógrafo,
montando a Tipografia Brasil, o mais
importante estabelecimento da época.
Deixando a empresa, trabalhou nas
redações de jornais santistas, entre os
quais A Tribuna, em 1899. Tentou viver
no Rio de Janeiro, trabalhando como
tipógrafo, em jornais. Fundou em
dirigiu, em Santos, a revista literária
e humorística A Fita, de 1911 a 1914,
com êxito sem precedentes na época.
Congregou ao redor as figuras mais
destacadas das letras santistas. Poeta,
as composições estão esparsas em órgãos
de Santos e Sergipe, sob o pseudônimo de
Raul D’Alva. F., em Santos (SP), a 5 de
fevereiro de 1919.
Bibliografia: Maroim (versos), 1893.
Calmaria (versos), 1903. Não te esqueças
de mim 1904. Visão interior (versos).
SANTOS, Martinho Lutero dos
N. em Laranjeiras (SE), a 22 de setembro
de 1922, filho de Manuel Antônio dos
Santos e D. Penélope Magalhães dos
Santos. Concluiu o ginasial em 1939, na
cidade do Salvador (BA). Bacharelou-se
em Teologia em 1946, na Faculdade de
Teologia da Igreja Presbiteriana, em
Campinas (SP). Pastor em Itabuna (BA),
em 1947. Professor, em 1951, no Colégio
de Ponte Nova, Itacira, e pastor, nessa
época, na igreja local. Publicitário e
colaborador da imprensa da Capital. Em
1973, bacharelou-se em Letras pela
Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de S.
Paulo. Em 1974 e 1975, foi
professor-auxiliar na cadeira de Língua
e Filologia Portuguesa, na mesma
Universidade.
Bibliografia: Dinorá, malinducada
(novela), Ed. Senzala, S. Paulo, 1967.
Mano doido (romance), inédito.
SILVA, Clodomir de Sousa e
Nasceu em 1892 e morreu em 1932,
jornalista, professor e político.
Pertenceu à Academia Sergipana de
Letras, como fundador da cadeira 13. Foi
redator de diversos jornais sergipanos,
deputado estadual (1930-1925).
BIBLIOGRAFIA: Álbum de Sergipe (1920);
Minha Gente (1922, 2.Edição em 1962)
SILVEIRA, Joel Magno Ribeiro
N. em Aracaju (SE), a 23 de setembro de
1918, filho de Ismael Silveira e D.
Jovita Ribeiro Silveira. Começou a
escrever quando no curso secundário.
Compôs a pequena novela, Desespero,
editada em Aracaju, em 1936. Veio para o
Rio de Janeiro (GB), em 1937,
ingressando no jornalismo. Trabalhou no
D. Casmurro e depois no Vamos Ler.
Continuou a escrever contos literários,
que lhe deram nomeada. Correspondente de
Guerra na Itália, onde esteve com a FEB,
mandando para a imprensa carioca
reportagens sobre os pracinhas, reunidas
no livro História de Pracinhas, 1945.
Publicou outra série de reportagens,
estampadas anteriormente em Diretrizes
(fase de revista), em colaboração com
Francisco de Assis Barbosa, sob o título
de “Os homens não falam demais”. Outro
livro que causou sensação, também de
reportagens, foi o que lançou, em 1946,
Grã-finos em S. Paulo e Outras notícias
do Brasil. Redator de Manchete e diretor
do Serviço de Documentação do Ministério
do Trabalho.
Bibliografia: Desespero (novela),
Aracaju, 1936. Onda raivosa (contos), S.
Paulo, 1939. Roteiro de A Margarida
(contos), S. Paulo, 1940. A lua
(contos), S. Paulo, 1945.
Desaparecimento da aurora (romance). O
marinheiro e a noiva (poema), ed. fora
do comércio. Histórias de pracinhas
(reportagens), Rio de Janeiro, 1945. Os
homens não falam demais (reportagens de
parceria com Francisco de Assis
Barbosa), Rio de Janeiro, 1942.
Grã-finos de S. Paulo e outras notícias
do Brasil (reportagens), S. Paulo, 1946.
Petróleo do Brasil (estudo em
colaboração com Lourival Coutinho). Um
guarda-chuva para o Coronel, Rio de
Janeiro, 1968. Vinte horas de abril, Rio
de Janeiro, 1969. cada um tem sua
verdade (entrevistas em preparo).
SOUSA, Bernardino José de
N. na Vila Cristina (SE), a 8 de
fevereiro de 1885, filho de Otávio José
de Sousa e D. Filomena Maciel de Faria,
pais também da poetisa Seleneth Maria de
Sousa Medeiros. Bacharelou-se pela
Faculdade Livre de Direito da Bahia, em
1905. Entregou-se ao magistério,
lecionando no Colégio Carneiro. Foi
deputado à Assembléia do Estado. Em
1906, fez concurso para professor da
Faculdade de Direito. Membro da Academia
de Letras da Bahia. Colaborou em jornais
e exerceu cargos públicos. F., no Rio de
Janeiro (GB), a 11 de janeiro de 1949.
Bibliografia: Nomenclatura geográfica
peculiar ao Brasil, BA, 1910. Educação
política, BA. Heroínas baianas (Joana
Angélica, Maria Quitéria e Ana Néri),
Rio de Janeiro, 1936. Dicionário da
terra e da gente do Brasil, Brasiliana,
Ed. Nacional, S. Paulo, 1939. O ciclo do
carro de boi do Brasil (inédito).
SOUSA, Constantino José Gomes de
N. na Estância (SE), a 18 de setembro de
1825, filho de José Maria Gomes de Sousa
e D. Maria Joana da Conceição. Irmão do
escritor José Maria Gomes de Sousa.
Estudou as primeiras letras com o prof.
Joaquim Maurício Cardoso. Aprendeu latim
com o Padre Raimundo de Campos da
Silveira. Matriculou-se, em 1844, na
Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1849,
transferiu-se para a Faculdade do Rio de
Janeiro (GB), onde se doutorou em 1853.
Ainda estudante, surgiu na imprensa,
escrevendo em O crepúsculo e em A
borboleta, ambos da Bahia, e no Jornal
do Comércio, na Ilustração brasileira e
na Semana Ilustrada, do Rio de Janeiro
(GB). Exerceu a medicina. Dramaturgo e
romancista, considerado por Sílvio
Romero o decano dos poetas sergipanos.
Muito trabalhou e produziu, mas foi
atraído pelo jogo, que o reduziu à
extrema pobreza. F., no Rio de Janeiro,
a 2 de dezembro de 1877.
Bibliografia: Prelúdios poéticos
(versos), Bahia, 1848. Os hinos da minh’alma
(poesias), (poesias), Rio de Janeiro,
1851. O espectro da floresta (drama),
Rio de Janeiro, 1856. Há dezessete anos
ou A filha do salineiro (drama), Rio de
Janeiro, 1860. Os três companheiros de
infância (drama), Rio de Janeiro, 1869.
O desengano (romance), Niterói, 1871. A
filha sem mãe (romance), Rio de Janeiro,
1873. O grumete (romance marítimo), em
folhetins na Semana Ilustrada, Rio de
Janeiro, 1873-1874. Areyurana (romance),
no mesmo semanário, 1874. O cego
(romance), Rio de Janeiro, 1877. E
outros incertos.
Sousa, José Maria Gomes de __
N. na Estância (SE), a 15 de março de
setembro de 1839, filho de outro do
mesmo nome e D. Maria Joana da
conceição. Irmão do poeta Constantino
José Gomes de Sousa. Possuindo prática
de farmácia, dedicou-se, na cidade
natal, a esse mister. Professor
particular, solicitador e jornalista.
Quando moço, transferiu-se para
Barbacena (MG), onde exerceu o
magistério no Colégio Abílio,
pertencente ao Barão de Macaúbas. Ajudou
a fundar o teatro da cidade e fez
jornalismo. Ausente d terra natal, por
alguns anos, regressou, passando a
exercer as funções de administrador da
Mesa de Rendas, em 1874. Três anos
depois, viajou outra vez para Minas
Gerais. Aquela foi a última visita do
poeta à terra natal, na qual por três
vezes trabalhou como funcionário
público. Publicou dois volumes de
versos, em que se revelou o lírico e
épico. Sua maior inclinação era pelo
gênero épico. As composições
distinguiram-se pela profunda
melancolia. Se não atingiu as
culminâncias em que pairou Castro Alves,
na opinião de Edgard Cavalheiro, pelo
menos permaneceu acima da mediocridade
da época. F., em Barbacena (MG), a 29 de
novembro de 1894.
Bibliografia: Estancianas (poesias),
Bahia, 1868. Mocidade e velhice
(poesias), Rio de Janeiro, 1892
(compõe-se o volume de 62 poesias,
oferecidas aos poetas sergipanos
Constantino José Gomes de Sousa, Pedro
de Calasans, Tobias Barreto e Joaquim
Estêves da Silveira). Musa sergipana
(coleção inédita das melhores poesias de
autores sergipanos com introdução de
Brício Cardoso). Conservou-se inédito.
Sousa, José Santo
SANTO SOUZA nasceu em Riachuelo (SE), a
27 de janeiro de1919. Poeta, estreou na
literatura com o livro A cidade
subterrânea. Faz parte do Instituto
Histórico do Estado. Vice-presidente do
Clube Sergipano de Poesia.
Bibliografia: Cidade subterrânea,
Aracaju 1953. Caderno de elegias,
Aracaju, 1954. Ode órfica, Aracaju,
1956. Pássaro de pedra e sono, Movimento
Cultural de Sergipe, Aracaju, 1964. |