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Curiosidades Literárias
1. Que o primeiro momento notável da literatura fantástica no Brasil
se deu em 1855; com a publicação de Noite na Taverna, de Álvares de
Azevedo, daí em diante muita coisa aconteceu?
2. Que, numa época em que o Brasil tinha pouquíssimas livrarias,
Monteiro Lobato colocou livros em mercearias, provocando uma demanda
e praticamente criando a indústria editorial no país?
3. Que Machado de Assis era mulato, epiléptico, gago e
introspectivo...?
4. Que o Barroco era considerada uma escola influenciada pela arte
eclesiástica, da Contra-Reforma (Inquisição)?
5. Que uma lei de 10 de novembro de 1772 estabelecia um subsídio
literário: taxa sobre vinhos e bebidas alcoólicas que forneceriam
fundos para pagar professores?
6. Que durante muito tempo, acusou-se Machado de Assis de permanecer
indiferente aos dramáticos problemas sociais que se atropelavam na
sua época, como o da escravidão. Logo ele, um homem de cor?
Hoje, sabe-se que isso não é verdade. Machado de Assis denunciou, de
fato, a escravidão. A diferença está em que o tom por ele utilizado
na denúncia era diferente do emocionalismo que caracterizava as
manifestações abolicionistas. Não seria demais esperar que um homem
de 49 anos, de temperamento reservado, tímido até, compartilhasse da
paixão que percorria todo o movimento da Abolição? A denúncia de
Machado não assumiu uma aura declaratória ou emotiva. Ele preferiu a
análise, a reflexão, demolindo a idéia (muito comum na época) da
'bondade dos brancos' ao libertar os negros. Em sua obra, procurou
desvendar os mecanismos econômicos e ideológicos que tentavam
justificar, primeiro, a necessidade do trabalho escravo e, depois, a
contingência imperiosa da libertação.
A Abolição e a Guerra do Paraguai foram fatais para a Monarquia. Sob
a liderança do Exército, proclamou-se então a República, em 1889.
Antes da proclamação, Machado já se pronunciara sobre as idéias
republicanas...também de modo irônico. Para ele, o fim do Império
poderia significar o fim da estabilidade (ainda que precária) do
País. Foi por temer essa instabilidade que ele se opôs ao que
considerava o prematuro advento republicano.
Enfim, Machado não passou ao largo dos grandes acontecimentos de seu
tempo. É possível entrever, no registro do cotidiano feito por suas
crônicas - assim como posteriormente nos romances -, a ligação com o
contexto social mais amplo.
7. Que o vaidoso, míope e dentuço "São João Batista" do Modernismo
(como era chamado por Mário de Andrade, Manuel Bandeira ria dos
próprios defeitos e adorava posar para fotografias, dar autógrafos e
ser homenageado? E mais: sempre se gabou de um encontro que teve com
Machado de Assis, numa viagem de trem. Puxou conversa: " O senhor
gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas, que o
mestre não lembrava. Na velhice, confessou que era mentira. Tinha
inventado a história para impressionar os amigos.
8. A imortal escritora e poetisa Cecília Meireles escreveu aos 9
anos o seu primeiro verso? Nesta idade, também, recebeu de Olavo
Bilac uma medalha de ouro com o nome dela gravado de HONRA AO MÉRITO
POR TER FEITO O CURSO PRIMÁRIO COM DISTINÇÃO E LOUVOR. Aos 13 anos
já havia lido Eça de Queiroz e publicou seu primeiro livro,
ESPECTROS, aos 16 anos. Cecília faleceu aos 63 anos.
9. Que Castro Alves foi mais do que poeta? Castro Alves também era
pintor e compositor. A força de seus versos o projetou de tal
maneira como poeta que pouco se fala sobre seus outros talentos. Há
partituras, quadros e desenhos de sua autoria no Museu Histórico
Nacional e na Academia Brasileira de Letras.
10. Fundada em 1907, a Academia Brasileira de Letras só admitiu a
primeira mulher em seus quadros 70 anos depois? A pioneira foi a
escritora Rachel de Queiroz. Em compensação, a ABL foi a primeira
academia no mundo a eleger uma mulher para a presidência, a
escritora Nélida Pinõn, que assumiu o cargo em 1995.
11. Que ao escrever o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, aos
39 anos, Machado de Assis se encontrava seriamente debilitado, e que
foi ditando o texto para a esposa Carolina?
12. A lista dos vinte melhores romances brasileiros do século XX
elaborada pela Manchete, a partir da contribuição de oito jurados,
do Rio e de São Paulo foi:
1°. Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
2°. Macunaíma, de Mario de Andrade
3°. Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
4°. São Bernardo, de Graciliano Ramos
5°. O Tempo e o Vento, de Erico Veríssimo
6°. Memorial de Maria Moura, de Rachel de Queiroz
7°. Menino de Engenho, de José Lins do Rego
8°. Fogo Morto, de José Lins do Rego
9°. Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade
10°.Vidas Secas, de Graciliano Ramos
11°. Angústia, de Graciliano Ramos
12°. Esaú e Jacó, de Machado de Assis
13°. O Coronel e o Lobisomem, de José Cândido de Carvalho
14°. O Quinze, de Rachel de Queiroz
15°. A Bagaceira, de José Américo de Almeida
16°. Quarup, de Antônio Callado
17°. O Encontro Marcado, de Fernando Sabino
18°. O Amanuense Belmiro, Ciro dos Anjos
19°.A Menina Morta, Cornélio Pena
20°. Os Ratos, de Dyonélio Machado?
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