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"Nós compusemos um banco de avaliadores formado por doutores
de toda rede federal de educação superior. São doutores
especializados em avaliação, que estão sendo capacitados,
inclusive, para poder aplicar os instrumentos que foram
elaborados pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação
Superior. Esses consultores vão compor comissões de
avaliações in loco", disse o ministro à Agência Brasil.
Fernando Haddad explicou que as comissões de avaliação serão
formadas por sorteio. "Esses consultores vão compor
comissões de avaliações in loco, por sorteio, quer dizer,
não vai ter indicação."
Segundo o ministro, todos os cursos que passaram pela
avaliação do Enade em 2004 serão avaliados novamente em 2007
por comissão de avaliação in loco. O ministro admitiu que na
avaliação do Enade há a possibilidade de boicote de alunos
em um ou outro caso, mas que isso não é a explicação de todo
desempenho.
PDE
O ministro disse ainda que o PDE (Plano de Desenvolvimento
da Educação), lançado em março, está dentro do cronograma
previsto. "Nós estamos nesta semana capacitando os
consultores que vão à campo elaborar os planos de trabalho
com os prefeitos e governadores. Essa capacitação deve se
estender pelo mês de junho", informou.
"O desafio é chegar até abril do ano que vem, portanto 12
meses depois do lançamento do plano, com os mil municípios
com os piores indicadores de qualidade atendidos por termos
de parceria com o Ministério da Educação", explicou.
O ministro defendeu que o Brasil deveria investir,
seguramente por mais de dez anos, 5% do PIB (Produto Interno
Bruto) apenas em educação básica, sendo que o investimento
global no setor deveria atingir 6% do PIB.
Desnacionalização
Diante da intenção do Congresso Nacional de mudar a lei que
limita atualmente o capital estrangeiro em atividades
educacionais em 30%, o ministro da Educação, Fernando
Haddad, disse que se preocupa com a possível
desnacionalização das universidades privadas no Brasil.
"Não é um setor qualquer. Não conheço situação tão peculiar.
As instituições migram para o regime de empresa para
enfrentar uma situação financeira adversa e podem ser
adquiridas rapidamente por capitais estrangeiros", disse o
ministro. |