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Apoiado pelo PMDB, o
petista Marcelo Déda, 46, tornou-se o novo governador de
Sergipe. Déda derrotou o atual governador João Alves
Filho (PFL) numa disputa muito acirrada, em que as
pesquisas indicavam a chance de qualquer um deles vencer
já no primeiro turno.
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GOVERNADOR - SE |
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1 |
Déda
(PT
)
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524.826
votos |
52,46% |
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2 |
João
Alves (PFL)
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450.405
votos |
45,02% |
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3 |
João
Fontes (PDT)
|
21.183
votos |
02,12% |
Para vencer já no
primeiro turno, Marcelo Déda adotou a estratégia de
colar a sua imagem a do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), candidato à reeleição. Ele se
classifica como um "interlocutor do governo federal
na região do Nordeste".
A coligação liderada pelo PT, "Sergipe vai mudar",
conta com mais quatro partidos: PMDB, PTB, PL, PSB e
PC do B. O clima no primeiro turno foi quente. Déda
acusou Alves Filho de usar a máquina pública para
favorecer sua campanha à reeleição. Em uma delas,
houve o pedido de cassação de candidatura do
governador, a pedido do Ministério Público.
A denúncia era de que houve utilização de
ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência) estadual em desfiles, supostamente com
fins eleitoreiros. A coordenação do PFL nega,
dizendo que se tratou de um ato de governo. A
Justiça Eleitoral está analisando o caso.
Liderando a coligação "Sergipe no rumo certo", com
mais nove partidos, entre eles o PSDB e o PP, o
governador também atacou. Em discursos, Alves Filho
acusou Déda de uso eleitoreiro da máquina quando era
prefeito em Aracaju. Disse que o petista contratou
shows superfaturados em inaugurações de obras
públicas. Déda nega.
No primeiro turno, além das acusações, surgiu o tema
da transposição das águas do rio São Francisco. O
governador criticou o petista. "Só agora esse
mauricinho [Déda], que está despencando nas
pesquisas, tem a cara-de-pau de dizer que é contra a
transposição, mas eu desmascarei Déda e Lula para
todos os sergipanos", disse o governador.
Alves Filho se comprometeu a construir uma refinaria
no Estado. Ele assinou um protocolo de intenções com
investidores europeus e disse que a refinaria em
Sergipe estaria concluída antes do que a da
Petrobras, em Pernambuco.
Outros quatro candidatos disputaram a eleição
sergipana: João Fontes (PDT), Adelson Chaves (PSDC),
Toeta (PSTU), Professor Celestino (PCB) e João
Fontes. Eles poucos avançaram devido a polarização
PT-PFL.
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