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Pela primeira vez, o valor mínimo destinado a esses
estudantes é superior à cota padrão. "Como em todo o
ensino básico, o Ministério da Educação não criou regras
nacionais. Ele atua apenas na indução, como nesse caso
de diferenciar o valor do Fundeb", diz o secretário da
Educação Básica do MEC, Francisco das Chagas Fernandes.
Para se encaixar na categoria de ensino integral, as
escolas precisam obedecer a apenas dois critérios: ter
carga horária de pelo menos seis horas diárias e
oferecer atividades diferentes do currículo tradicional.
Vários Estados e municípios montaram projetos-piloto nos
últimos anos, muitos deles bem-sucedidos, mas a falta de
diretrizes preocupa o Conselho Nacional de Secretários
de Educação (Consed). "Só o tempo dentro da escola não
garante um ensino melhor", alerta a presidente da
entidade, Maria Auxiliadora Resende. Para ela, os
setores interessados ainda têm de discutir a melhor
forma de ampliar a permanência das crianças nos
colégios. "Se a intenção é influenciar os resultados da
nossa educação, é preciso montar uma nova proposta
pedagógica, que inclua lazer e cultura, mas que também
aumente a carga para disciplinas como português e
matemática", diz.
A presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação), Maria do Pilar Almeida e Silva,
recebeu com satisfação a diferença nos valores do Fundeb,
mas não sabe se ela provocará o aumento de vagas no
ensino integral a curto prazo. "Sem dúvida os governos
serão estimulados, mas além da questão financeira,
muitas vezes há a falta de espaços", diz ela.
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