|
Entre os primeiros a estudar a modalidade no país e
fundador do primeiro Studio que disponibiliza esses
ensinamentos, Zak Moreira, fisioterapeuta monitor e
membro da diretoria técnica da Escola da Coluna Mail 14
do Brasil, avisa de antemão: "Não há idades limites para
quem quer praticar". Dois exemplos são bem claros.
"Tenho pessoas com 14 anos e já tive uma senhora com 85
anos", mostra Zac.
Certa vez, explica ele, uma de suas pacientes – que
ainda permanece na prática – com 75 anos chegou pra ele
e disse: "Não consigo me abaixar pra colocar meu neto no
colo". Nesses três anos de aplicabilidade dos exercícios
para irregularidades musculares conseqüentes da artrose,
“a paciente já consegue andar sem a ajuda de aparelhos
de locomoção”, explica.
Um projeto de acessibilidade para pessoas mais carentes
está na meta do professor. Ele explica que a iniciativa
abrirá espaço para aqueles que sofrem com algum tipo de
deficiência e não têm recursos financeiros para a
prevenção do problema.
"Esse projeto vai levar nosso trabalho a muitas pessoas
que não têm como cuidar do corpo. Serão implantados
todos os níveis em tempos distintos. Como uma forma de
'segurar' o paciente. Espero que muitos tenham acesso à
terapia", diz.
Os elementos
Dentro do trabalhos da Escola da Coluna, que são de
prevenção para a reabilitação do problema já instalado,
são utilizados, dentro das atividades individuais e de
grupo, recursos como: uso de bolas ortopédicas, cintas
descompressoras e exercícios de solo, além da música
como elemento que coordenada a ritmo.
A reabilitação operada individualmente é voltada para
aqueles que apresentam distúrbios de movimento que
requer um maior esforço. Pontos como dificuldade de
locomoção, distúrbios de equilíbrio e coordenação, além
hipercifose, escoliose, lombalgia, cervicalgia, etc. –
problemas relacionados com a coluna vertebral.
Já nas atividades de grupo os objetivos coincidem, mas
sendo que o público apresenta necessidades curativas e
preventivas, como aqueles que simplesmente sentem que o
corpo vem dando sinais de falta de destreza no
movimento, seja por uma postura inadequada adquirida no
trabalho diariamente ou simplesmente pelo sedentarismo,
característica cada vez mais presente na nossa
sociedade.
Na utilização da bola, a instabilidade da mesma obriga
no paciente, a ativação dos grupos musculares
responsáveis pela postura mais correta. No caso das
cintas descompressoras e exercícios de solo, o
condicionamento físico é a peça chave do trabalho. Todos
estes tornam-se menos ou mais ritmicamente ousados
quando está conduzido pela música. |