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Entre os bolsistas parciais do Prouni (Programa Universidade
para Todos) -- que recebem bolsa de 50% na mensalidade e
neste ano também puderam participar do processo seletivo do
Fies --, houve 1.240 contratos -- R$ 964.551 em créditos. Ao
todo, o Fies recebeu 134.755 inscrições, mas apenas 84.626
foram confirmadas.
O número de contratos firmados está
longe dos cerca de 100 mil oferecidos pelo programa. Alexandre
Milton Minatel, gerente nacional de Fundos e Seguros Sociais da
Caixa Econômica Federal, explica as razões da sobra de vagas.
"Normalmente, há demanda suficiente de alunos, mas ocorre uma perda
natural: nem todos os estudantes finalizam o contrato, ou a
entrevista revela que o aluno não poderia financiar. Neste ano, já
houve uma perda grande no número de pessoas que realmente
confirmaram as inscrições."
Além disso, Minatel aponta os tetos (valores máximos de crédito
concedidos) determinados pelas instituições de ensino -- em cursos
escolhidos também por elas -- como grandes limitadores do programa.
"As faculdades e universidades que aderem ao Fies recebem títulos do
governo em troca do crédito, que podem ser usados para o pagamento
de INSS. Há instituições que já usam todos os títulos que poderia.
Para elas, não interessa mais ganhar novos títulos. Por isso, não
basta o Ministério da Educação ter recursos suficientes. Seria
preciso que mais instituições aderissem ao Fies, ou que novos cursos
dentro das faculdades fizessem parte do programa", afirma.
O Fies oferece financiamentos de 50% da mensalidade a alunos de
graduação que estudam em mais de 1.300 instituições de ensino
superior privadas em todo o país.
A taxa de juros do financiamento é de 6,5% ao ano. Para os
estudantes que cursam licenciaturas, pedagogia, normal superior e
cursos tecnológicos registrados no cadastro do ministério, a taxa é
de 3,5% ao ano. Descontada a inflação, representa juro zero.
O novo calendário do programa deve ser divulgado somente no segundo
semestre. |