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Para isso basta que recomendações básicas sejam seguidas e
que as duas funções --descanso e trabalho-- se misturem o
mínimo possível. O primeiro passo é providenciar uma
bancada, mesa ou escravinha com espaço suficiente para
acomodar um computador e para distribuir livros e cadernos.
A altura ideal do móvel fica entre 70 centímetros e 75
centímetros, segundo o arquiteto Carlos André Palatnic.
"Uma mesa com a altura errada vai causar desconforto e dar
dor nas costas", explica Palatnic. Uma boa opção de material
para usar na mesa é a fórmica. "É fácil de limpar e boa para
escrever e desenhar em cima", afirma o arquiteto. Já a
cadeira precisa ter altura regulável e ser confortável.
Os fios do computador precisam ficar embutidos e elementos
como a HD e a impressora devem ficar em armários e gavetas
para ficarem à mostra só quando forem ser usados. "Isso é
para que não interfiram demais nas outras funções do espaço,
dando a impressão de que a pessoa está dormindo num
escritório", diz Palatnic. O local em que ficarem os
aparelhos tem de ser bem ventilado.
Marcel Povlovitsch Seixas, 18, estuda durante o dia no
cursinho e à noite em casa. O quarto dele é equipado com uma
escravinha grande, computador, prateleiras e luminária. "É
bem confortável", afirma o estudante. Os pontos fracos,
segundo o arquiteto Itamar Berezin, são a cadeira, com
encosto de madeira, e a altura da luminária, "muito baixa".
A posição da mesa de Marcel em relação à janela está certa.
"De preferência, deve ficar de lado, para o estudante se
beneficiar da boa claridade e ventilação. Se ficar de
frente, a luz pode bater no rosto", diz Berezin.
Já no quarto de Marina de Oliveira Evangelista, 17, a mesa
fica em frente à janela, o que pode causar calor excessivo e
tirar a atenção. "A janela fica virada para a rua, mas como
o movimento é tranqüilo, não me distraio muito. O sol também
não me incomoda", diz Marina.
De acordo com os arquitetos, sobre a escrivaninha precisam
ficar apenas o computador e os livros que serão usados no
dia. O restante do material deve ficar em gavetas,
prateleiras ou armários. "É importante que a mesa e o quarto
em geral estejam sempre bem arrumados", afirma Berezin.
Quarto pequeno
No caso de Ana Luiza Narvaez Ragnolli, 18, o problema é o
espaço reduzido do quarto. "Só cabe a cama, duas cômodas e
dois armários", diz. Por isso, ela estuda na mesa de jantar,
quando a mãe não está em casa, ou senão distribui almofadas
e edredons do lado da cama e senta no chão do quarto.
Se o dormitório é pequeno, a sugestão de Palatnic é, quando
possível, usar uma cama suspensa, espécie de mezanino, e
embutir a escrivaninha e prateleiras embaixo dela. "A
iluminação poderá ser instalada embaixo da cama."
Armários altos também ajudam a desobstruir o espaço e
favorecem a movimentação no dormitório. Outra opção é que a
mesa seja um elemento que possa ser escamoteado, ou seja,
que quando não estiver sendo usada "desapareça" ao ser presa
à parede ou a um armário.
Quando a necessidade é abafar ruídos vindos de fora,
tapetes, cortinas e quadros são aliados. "Normalmente, os
dormitórios já são mais silenciosos do que outros cômodos,
mas tecidos e madeiras ajudam a evitar o eco", diz Berezin.
O mesmo truque pode ser usado no corredor de acesso ao
quarto.
A melhor iluminação é a natural. Para as noites de estudo,
os arquitetos sugerem o uso de lâmpadas fluorescentes. "As
com tom amarelado são as mais agradáveis", diz Berezin. |