|
Esqueci
de minha carteira em casa.
Essa é uma frase muito comum no Brasil. Poucos percebem o erro
cometido nela. Será que você conseguiu identificá-lo? Aqui vai uma
dica: Quem esquece, esquece algo. E agora? Está resolvido? Ainda
não? Então mais uma: Quem se esquece, esquece-se de algo. Agora
chegou à solução, não é mesmo? Vamos a ela:
O verbo esquecer pode ser usado com ou sem o pronome "se", ou seja,
existe o verbo "esquecer" e o verbo "esquecer-se". Caso ele seja
usado sem o pronome, também será usado sem a preposição "de"; se for
usado com o pronome, será usado com a preposição. Teremos, portanto,
frases como "Esqueceram o filho no berçário" e "Esqueceram-se do
filho no berçário". O mesmo ocorre com o verbo "lembrar", ou seja,
há o verbo "lembrar" e "lembrar-se", "lembrar algo" e "lembrar-se de
algo", como "Lembrou o nome do filme?" ou "Lembrou-se do nome do
filme?". Posto isso, concluímos que a frase apresentada pode ser
construída de duas maneiras diferentes:
Esqueci minha carteira em casa.
Ou
Esqueci-me de minha carteira em casa.
Outra maneira de usar esses dois verbos é utilizar a "coisa" como
sujeito e a pessoa como objeto indireto, com a preposição "a". Nesse
uso, os significados são "cair no esquecimento", no caso de
"esquecer", e "vir à lembrança", no caso de "lembrar". Teremos,
então, frases como "Lembraram-me aquelas manhãs de minha infância",
em que "aquelas manhãs de minha infância" funciona como sujeito, ou
seja, é o elemento lembrado. Essa frase tem o mesmo significado que
"Aquelas manhãs de minha infância vieram à minha lembrança".
Outros exemplos: "Esqueceram-lhe os desafios do colega", cujo
significado é "Os desafios do colega caíram no esquecimento".
"Lembrou-me o nome da primeira namorada", que significa "O nome da
primeira namorada veio-me à lembrança".
Fonte: UOL Vestibular
5.
Seja cauteloso ao utilizar as conjunções "como", "entretanto", "no
entanto" e "porém". Quase sempre são dispensáveis.
6. Uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa
maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando
mais claro...
7. Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo:
luxuosa mansão. Toda mansão é luxuosa.
8. Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz
períodos longos. Prefira frases curtas. Exemplo: O fato de que o
homem que seja inteligente tenha que entender os erros dos outros e
perdoá-los não parece que seja certo.
9. Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos:
“subir os degraus da glória”, "fazer das tripas coração", "encerrar
com chave de ouro", “silêncio mortal", "calorosos aplausos", "mais
alta estima".
10. Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É
errado escrever: "Fazem alguns anos que não leio um livro". O certo
é “Faz alguns anos que não leio um livro”.
11. Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo:
"Há cinco anos atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". O certo é
“Há cinco anos...”
12. Só com a leitura intensiva se aprende a usar vírgulas
corretamente. As regras sobre o assunto são insuficientes.
13. Leia os bons autores e faça como eles: trate a vírgula
com bons modos.
14. Nas citações, use aspas, coloque a vírgula e um verbo
seguido do nome de quem disse ou escreveu aquilo. Exemplo: “O que é
escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel
Johnson.
15. Leia muito, leia sempre, leia o que lhe pareça agradável.
Escreva diários, cartas, e-mails, crônicas, poesias, redações,
qualquer texto. Só escrevendo, se aprende a escrever.
|